Acre tem maior receita por habitante, mas fica entre últimos em ranking
O Acre aparece em uma posição de contraste na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F). Apesar de apresentar a maior receita corrente líquida por habitante entre os estados analisados, o Acre ficou na 25ª colocação no resultado geral do levantamento.
No indicador financeiro, o Acre registrou R$ 12.766 de receita corrente líquida por habitante, o maior valor entre os estados avaliados. Mesmo com essa disponibilidade de recursos, o estado aparece entre as últimas posições do ranking geral. O Distrito Federal ficou fora da comparação devido às suas características orçamentárias específicas.
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O resultado também evidencia o desempenho da região Norte no levantamento. Com média de índice de 0,252, a região teve o menor resultado entre as cinco regiões brasileiras consideradas no estudo.
Além do Acre, outros estados nortistas também aparecem nas últimas colocações. O Amapá ficou em 26º lugar, a última posição entre os estados analisados, enquanto Roraima ocupou a 24ª colocação.
Os dois estados também apresentam receitas correntes líquidas elevadas por habitante. O Amapá registra R$ 12.027 por morador, enquanto Roraima possui R$ 11.654. Assim como no caso acreano, os valores estão entre os maiores registrados no indicador de receita por habitante.
Os dados apontam, portanto, uma diferença entre a disponibilidade de recursos e o desempenho apresentado pelos estados no conjunto de indicadores considerados pelo ranking. No caso do Acre, essa diferença aparece de forma expressiva: o estado lidera o indicador de receita corrente líquida por habitante, mas ocupa a 25ª posição no resultado geral.
Elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha, o estudo considera indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças para avaliar o desempenho das unidades da Federação.