O estado do Acre permanece em uma posição de alerta no cenário epidemiológico nacional em relação à tuberculose. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2026, o estado registrou um coeficiente de incidência de 56,8 casos por 100 mil habitantes em 2025, contabilizando 502 novos casos da doença.
O Boletim Epidemiológico foi atualizado em junho de 2026 pelo Ministério da Saúde. De acordo com o documento, o Acre está entre as sete unidades federativas com taxas superiores a 50 casos por 100 mil habitantes.
Apesar do desafio imposto pelos índices de incidência, o sistema de saúde do Acre apresenta resultados positivos no manejo clínico dos pacientes. O estado obteve uma das maiores proporções de cura para casos novos de tuberculose confirmados por exames de laboratório.
Taxa de cura
Em 2024, o Acre alcançou 83,2% de taxa de cura, desempenho significativamente superior à média brasileira, que foi de 65,5%. Outros estados que também apresentaram taxas positivas foram Amapá (78,5%, n=245), Rio de Janeiro (72,4%, n=6.502) Roraima (70,7%, n=248) e Tocantins (69,9%, n=93).
Em âmbito nacional, o cenário reflete um esforço ampliado de diagnóstico. Entre 2021 e 2025, o Brasil registrou um aumento de 76,3% na realização de testes rápidos moleculares (TRM-TB), tecnologia essencial para a detecção precoce.
Tuberculose
A doença é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e atinge, majoritariamente, os pulmões, podendo afetar gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges. A transmissão ocorre principalmente por vias aéreas sendo disseminadas por pessoas infectadas ao tossir, falar ou espirrar.
É importante ainda se atentar a certos grupos, como pessoas privadas de liberdade, idosos, crianças e adolescentes que necessitam de maior atenção em caso de infecção pela bactéria que causa a doença.
Como é feito o diagnóstico?
Para o diagnóstico laboratorial da tuberculose, são utilizados os seguintes exames:
- teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) ou baciloscopia;
- cultura;
- teste de sensibilidade aos fármacos (medicamentos).
Além do diagnóstico laboratorial, a avaliação clínica é muito importante para o diagnóstico da tuberculose, e a realização de raio-X de tórax é indicada como um método complementar para esse diagnóstico.

