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Acreano deixa filho de 2 anos e viaja para lutar na guerra da Ucrânia

Por Sávio Buriti, ContilNet Fonte: Juruá 24 horas 24/07/2026 às 08:51

O morador deixou o município na última quarta-feira (22) e segue em São Paulo, onde aguarda o voo que o levará até a Ucrânia. /Foto: Juruá 24 horas

A guerra entre Rússia e Ucrânia continua mobilizando voluntários de diversos países, e entre eles está um acreano. Mário Jorge, de 33 anos, morador do bairro Cohab, em Cruzeiro do Sul, decidiu se juntar às forças ucranianas e embarca neste domingo (26) para o país europeu.

O morador deixou o município na última quarta-feira (22) e segue em São Paulo, onde aguarda o voo que o levará até a Ucrânia. Para ingressar como voluntário, ele passou por um processo de recrutamento conduzido por representantes internacionais, com todas as etapas de seleção realizadas por videoconferência.

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A escolha de participar do conflito não foi tomada sem consequências pessoais. Em Cruzeiro do Sul, Mário deixa um filho de apenas 2 anos e outros familiares, que receberam a notícia com preocupação diante dos riscos da missão.

A escolha de participar do conflito não foi tomada sem consequências pessoais. /Foto: Juruá em Tempo

“Na verdade, meus familiares estão temendo muito, porque a chance de eu não voltar com vida é grande. Ficaram bastante aflitos, mas conversamos e todos entenderam que foi uma decisão minha”, afirmou.

Apesar do medo, ele conta que a família acabou respeitando sua decisão e segue oferecendo apoio. “Mesmo tristes, aceitaram e estão torcendo e orando por mim”, disse.

Apesar do medo, ele conta que a família acabou respeitando sua decisão e segue oferecendo apoio. /Foto: Juruá em Tempo

Antes de decidir integrar o conflito, Mário Jorge adquiriu experiência militar durante o período em que serviu ao Exército Brasileiro. Ele atuou no 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC), em Porto Velho (RO), experiência que considera importante para enfrentar os desafios da missão.

Desde o início da guerra, o governo ucraniano tem recebido voluntários estrangeiros interessados em integrar suas forças de defesa. Brasileiros também fazem parte desse grupo e, em diferentes momentos do conflito, viajaram ao leste europeu para atuar ao lado das tropas ucranianas.

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