O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado por São Paulo, afirmou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), “não se elege no Acre” e acusou a adversária de disputar uma vaga pelo estado paulista por conveniência política.
A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Estadão nesta segunda-feira (29). Salles deve enfrentar Marina na disputa por uma das duas vagas ao Senado em São Paulo nas eleições deste ano.
Ao comentar o cenário eleitoral, o parlamentar afirmou que Marina e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), não possuem vínculos com São Paulo.
“A Marina foi execrada pela política do Acre, lá ela não consegue se eleger. E a mesma coisa Simone Tebet. Ela tinha uma carreira no Mato Grosso do Sul, teve que abandonar essa carreira por inviabilidade política eleitoral. Ou seja, os eleitores do Acre, os eleitores do Mato Grosso do Sul reprovaram ambas as candidatas na sua história política naqueles estados e estão tentando vir de maneira oportunista, eleitoreira e, de certa forma, um estelionato eleitoral, querer se candidatar por um Estado que elas não têm nenhum vínculo, não conhecem nada e não representam”, declarou.
Apesar das críticas, Marina aparece à frente de Salles na mais recente pesquisa de intenção de voto para o Senado em São Paulo.
Levantamento do instituto Vox Brasil, divulgado no domingo (28), mostra a ministra com 31,3% das intenções de voto no primeiro cenário testado. Ricardo Salles registra 20,8%.
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Na mesma simulação, André do Prado (PL) aparece com 26,5%, Simone Tebet (MDB) tem 25,8% e Guilherme Derrite (PP), 25,3%. Como a eleição deste ano escolherá dois senadores por estado, os entrevistados puderam indicar até dois candidatos.
Em um segundo cenário, Marina Silva soma 29,8% das intenções de voto, seguida por André do Prado, com 26,3%; Guilherme Derrite, com 24,1%; Ricardo Salles, com 20,5%; Márcio França (PSB), com 15,7%; e Paulinho da Força (Solidariedade), com 11,3%.
A pesquisa ouviu 1.480 eleitores paulistas entre os dias 25 e 27 de junho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-08939/2026.

