por pouco
O governo do petista Tião Viana comemora aliviado à notícia de que os recursos para as obras da Cidade do Povo passaram intocáveis pelas mãos de tesoura do governo Dilma Rousseff neste início de segundo mandato. Para evitar efeitos mais danosos numa economia já mal das pernas, o Planalto anunciou corte de quase R$ 30 bilhões no orçamento, afetando vários investimentos.
Segundo informação divulgada pelo Palácio Rio Branco, a Cidade do Povo, maior investimento habitacional do Estado, com previsão de entrega de 10 mil casas, terá seus recursos garantidos. Executado por meio do Minha Casa, Minha Vida, o projeto tem no governo federal o principal aporte de verbas para a sua execução.
Um eventual corte ou redução da ajuda de Brasília comprometeria o cumprimento de uma das principais promessas de Viana. Sozinho, o governo estadual não tem condições de bancar o custo total, previsto em R$ 1 bilhão. Em 2013 o cronograma das obras ficou comprometido por conta da operação G7, da Polícia Federal, que apontava indícios de fraudes pelas empreiteiras responsáveis por construir as casas.
O governo afirma que até o momento R$ 200 milhões foram investidos na Cidade do Povo. Já foram entregues 1.674 unidades das 10 mil prometidas. Deste total, 3.348 são para famílias classificadas dentro da Faixa 1, que tem como foco retirar pessoas residentes em áreas de risco.