
Aldo Rebelo
É o caso de doenças tropicais para as quais precisamos criar vacinas, a exemplo da malária, mal de Chagas e leishmaniose.
O progresso científico e tecnológico que almejamos apoia-se no intercâmbio internacional como uma via de mão dupla, sem nenhum viés colonialista, mas, do nosso ponto de vista, sempre atento à soberania e interesse nacionais.
A História ensina que não existe ajuda neutra e que por trás dos idealistas dos laboratórios move-se o general comércio.
Daí porque as palavras de ordem devem ser transferência conjunta de recursos e conhecimento, e recusa a qualquer tipo de caixa-preta, sem esquecer, obviamente, experimentos duvidosos de que jamais seremos cobaias.
Com os Estados Unidos, maior potência científica do planeta, o Brasil tem uma longa tradição de parcerias que passam ao largo de contradições geopolíticas. Se fomos, por muito tempo, um parceiro consumidor, agora, na globalização, impõe-se uma relação de cooperação e disputa – sobretudo na competição por mercados em que ganhamos terreno, como o de produtos agropecuários.
Mas ainda temos o desafio de compartilhar o planejamento estratégico, e por isso a inovação tecnológica terá destaque na agenda que a delegação brasileira, liderada pela presidente Dilma Rousseff, cumpre na próxima semana em centros de pesquisa americanos.
* Aldo Rebelo é jornalista. Foi eleito deputado federal pelo PCdoB-SP por cinco mandatos consecutivos (1989 a 2011). Membro do PCdoB desde 1977. Em 2004/2005 foi ministro de Relações Institucionais do governo Lula. Presidente da Câmara dos Deputados entre 2005/2007. Ministro do Esporte no primeiro mandato do Governo Dilma e atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.