Bancos paralisam no Acre e categoria decide se mantém greve
Os bancários dos bancos públicos iniciaram uma greve nesta sexta-feira (11) no Acre. A paralisação atinge funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa). Ainda nesta manhã, a categoria realiza uma nova assembleia para decidir se o movimento grevista terá continuidade.
Segundo o dirigente do Sindicato dos Bancários, Neném Almeida, vereador de Rio Branco, a primeira chamada da assembleia já foi realizada. A segunda votação está prevista para ocorrer a partir das 10h30, de forma presencial, na sede do Sindicato dos Bancários, e também pela internet.
A categoria mantém 30% do efetivo trabalhando durante a paralisação.
“Só os públicos”, explicou Neném ao ser questionado sobre quais bancos aderiram ao movimento no Acre. Ele citou Banco do Brasil, Caixa Econômica e Basa.
Duas votações
De acordo com o dirigente sindical, os bancários terão de votar duas questões separadamente durante a assembleia: a proposta de acordo, que envolve o reajuste salarial e outras reivindicações, e a continuidade ou não da greve.
“Tem dois tipos de votação: é o acordo, que é o aumento, se eles concordam ou não com o aumento e com as demandas; e tem a se continua ou não a greve. São duas votações”, explicou.
A expectativa é que a assembleia termine entre 11h30 e 12h, já que a categoria pretende analisar a situação banco por banco.
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Fechamento de agências é uma das principais reclamações
Apesar de o reajuste salarial fazer parte das negociações, Neném afirma que a principal preocupação da categoria está relacionada ao fechamento de agências e postos de atendimento e à redução do quadro de funcionários.
“Nossa principal reivindicação é essa, para que eles parem de fechar agências, parem de se comprometer a não fechar agências, não demitir funcionários e não fechar postos”, afirmou.
Segundo ele, a redução do número de trabalhadores acaba aumentando a sobrecarga dentro das instituições e também prejudicando os clientes. “Quando você demite bancários, quando você fecha agências e postos de trabalho, você sobrecarrega os funcionários e sobrecarrega a população, principalmente”, disse.
O dirigente também citou as dificuldades enfrentadas por clientes que não têm familiaridade com serviços bancários digitais.
“Principalmente a população mais carente, que enfrenta filas gigantes, principalmente a população mais carente, que não tem o hábito de usar telefone”, afirmou.
Reajuste
Sobre a questão salarial, Neném disse que o reajuste não é, neste momento, a principal reivindicação da categoria, embora a proposta esteja acima da inflação. “Nós também não queremos o aumento não, por enquanto. Não é o que a gente queria, mas também é acima da inflação, é 0,6 acima da inflação”, declarou.
A decisão sobre a continuidade da greve deve ser conhecida após a conclusão da assembleia e das votações realizadas pelos trabalhadores.
Até lá, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Basa seguem com o funcionamento afetado pela paralisação, com manutenção do percentual mínimo de trabalhadores definido pela categoria.