Bancos decidem seguir em greve no Acre após assembleia
Os bancários mantêm a greve no Acre após a assembleia realizada nesta sexta-feira (11). No Banco do Brasil, o Acre está entre os estados que rejeitaram o acordo apresentado pela instituição, enquanto a maior parte do país aprovou a proposta. Na Caixa Econômica Federal e no Banco da Amazônia (Basa), a paralisação continua após a rejeição do acordo pela categoria.
A informação foi confirmada ao ContilNet pelo dirigente do Sindicato dos Bancários, Neném Almeida, vereador de Rio Branco, após a deliberação da assembleia realizada nesta manhã.
Segundo ele, no caso do Banco do Brasil, a maioria dos trabalhadores em outros estados aprovou o acordo, incluindo grandes centros como Brasília e São Paulo. No Acre, porém, a categoria decidiu pela rejeição. “Quase todo o Banco do Brasil, quase todo o estado, quase todo o país aprovou, mas no Acre nós rejeitamos”, explicou Neném.
O dirigente destacou que outros estados ainda realizariam votações ao longo da tarde, mas que os principais centros já haviam aprovado a proposta. “Só no Acre. No Acre e tem outros estados que vai ser votado à tarde. Mas os principais centros, como Brasília e São Paulo, aceitaram, aceitaram o acordo”, afirmou.
Já na Caixa Econômica Federal, segundo Neném, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores em todo o país. No Basa, a categoria também não aceitou o acordo. “Caixa Econômica reprovou em todo o país. O Basa também. Não aceitaram”, disse.
Com as decisões, Banco do Brasil, Caixa e Basa continuam com a paralisação no Acre. Durante a greve, 30% do efetivo permanece trabalhando, conforme definido pela categoria.
Fechamento de agências é principal reivindicação
Embora o reajuste salarial esteja entre os pontos discutidos nas negociações, o sindicato aponta como principal preocupação o fechamento de agências e postos de atendimento e a redução do número de funcionários.
Segundo Neném Almeida, a categoria cobra o compromisso de evitar o fechamento das unidades e postos, além da manutenção dos empregos.
“Nossa principal reivindicação é essa, para que eles parem de fechar agências, parem de se comprometer a não fechar agências, não demitir funcionários e não fechar postos”, afirmou.
O dirigente sindical também relacionou a redução do quadro de funcionários à sobrecarga dos trabalhadores e às dificuldades enfrentadas pelos clientes.
“Quando você demite bancários, quando você fecha agências e postos de trabalho, você sobrecarrega os funcionários e sobrecarrega a população, principalmente”, disse.
Ele citou ainda o impacto da redução das unidades para pessoas que têm dificuldade em utilizar os serviços bancários digitais. “Principalmente a população mais carente, que enfrenta filas gigantes, principalmente a população mais carente, que não tem o hábito de usar telefone”, afirmou.
Reajuste salarial
Sobre a proposta de reajuste, Neném afirmou que o percentual oferecido está acima da inflação, mas não representa a principal reivindicação da categoria neste momento.
“Não é o que a gente queria, mas também é acima da inflação, é 0,6 acima da inflação”, declarou.
Com a decisão tomada na assembleia desta sexta-feira, a greve continua no Acre, com funcionamento mínimo de 30% dos trabalhadores nas instituições atingidas pela paralisação.