Cinco caminhonetes são roubadas em menos de um mês em Rio Branco

Por Wania Pinheiro, ContilNet 23/01/2016 às 20:05

O roubo de caminhonetes têm aumentado no estado e somente em janeiro deste ano ao menos cinco veículos foram alvo de bandidos, segundo dados da polícia do Acre.

De acordo com o delegado Alcino Júnior, o Departamento de Inteligência e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil investiga a atuação de um grupo de pessoas especializadas nesse tipo de ação e que possuem contato na Bolívia e demais região de fronteira.

“Já temos alguns nomes de pessoas que possuem esses contatos na Bolívia, isso está sendo mapeado. Porém, existem algumas ações em que os bandidos fazem o proprietário refém e passam com o veículo para o outro lado da fronteira e ficamos com aquele atraso entre esse momento e o momento da barreira”, explica.

Para inibir a ação desse grupo, a Polícia Civil se reuniu na quinta-feira (21) com secretários de Segurança e diretores de Inteligência da Bolívia e Brasil e firmaram parcerias com ações que devem ser iniciadas imediatamente.

As ações incluem monitoramento por vídeo em Capixaba e Plácido de Castro. O sistema também deve ser instalado em Brasileia e Epitaciolândia incluindo a identificação de placas.

“A intenção é ter um controle mais efetivo tanto do lado brasileiro quanto do lado boliviano, sobretudo, nos casos em que esses veículos estejam passando sem que o proprietário esteja presente. As ações serão simultâneas com a polícia boliviana para que a recuperação dos veículos seja mais efetiva, inclusive com a identificação de autores que agem na região de fronteira, Bolívia e Acre”, destaca.

O delegado acrescenta ainda que as caminhonetes têm grande valor de revenda e por isso são levadas pelos suspeitos para a Bolívia, onde são trocadas por entorpecentes.

“A gente acredita que, até por causa da situação econômica, o preço da revenda e a troca por substâncias controladas no lado Boliviano acabou causando esse interesse por caminhonetes. O alto valor da revenda dá um poder de compra maior de entorpecentes, que serão levados para o Acre e principalmente para o Sudeste e Centro-Oeste do país”, finaliza. (G1)

Conteúdo Original / Fonte: Redação

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