Defesa diz que mãe acusada de agressões reagiu após filho sofrer bullying
A defesa da mulher acusada de agressões dentro da Escola Raimundo Hermínio de Melo, em Rio Branco, apresentou a versão sobre a situação. A ocorrência aconteceu na última quarta-feira (9), durante o período escolar.
Segundo a defesa, a mulher é mãe de um estudante com deficiência, diagnosticado com síndrome de deleção 22q11.2, conhecida como síndrome de DiGeorge, associado ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência intelectual moderada, comprovada por laudos médicos e acompanhados por equipe multidisciplinar.
“No dia dos fatos, a família foi comunicada de que o estudante havia apresentado nova crise e precisava ser retirado da escola. Foi nesse momento, ao buscar o filho, sabendo que as crises de seu filho se deram em razão do bullying que vem sofrendo no decorrer do ano, inclusive no dia dos fatos, sem que nada se resolvesse, é que houve a exaltação dos ânimos no ambiente escolar”, disse a defesa.
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De acordo com a defesa, o aluno estuda na instituição desde 2020, “sempre com histórico de bom comportamento. Ao longo do presente ano letivo, o estudante passou a relatar aos seus pais que vinha sendo alvo de intimidações por parte de colegas, incluindo ameaças de que seria abordado fora da escola, após o término das aulas”, diz.
A defesa afirma, ainda, que os relatos do estudante passaram a provocar abalo emocional significativo, com episódios de crise, e que a própria instituição escolar teria registrado formalmente ocorrências relacionadas ao caso em duas oportunidades.
Além disso, o advogado destaca que não se tratou de violência gratuita, nem de reação premeditada. “Tratou-se do esgotamento de uma mãe diante do receio pela integridade física e emocional de um filho com deficiência que vinha relatando o intenso sofrimento no ambiente escolar, no qual já estava desestabilizando todo o seu núcleo familiar”, ressaltou.
Veja a nota da defesa:
O contexto dos fatos aventados pela imprensa nesta manhã envolvendo minha cliente, é que esta é mãe de estudante com deficiência, com diagnóstico de síndrome de deleção 22q11.2 (síndrome de DiGeorge), associado a atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência intelectual moderada, devidamente comprovados por laudos médicos e acompanhados por equipe multidisciplinar. Sua documentação clínica registra a necessidade de mediador, Atendimento Educacional Especializado (AEE), adaptações pedagógicas e Plano Educacional Individualizado (PEI).
Ele estuda na instituição desde 2020, sempre com histórico de bom comportamento.
Ao longo do presente ano letivo, o estudante passou a relatar aos seus pais que vinha sendo alvo de intimidações por parte de colegas, incluindo ameaças de que seria abordado fora da escola, após o término das aulas. Os relatos se repetiram e passaram a provocar abalo emocional significativo, com episódios de crise nos quais ele retomava justamente as ameaças que dizia sofrer.
A própria instituição registrou formalmente ocorrências relacionadas ao caso em pelo menos duas oportunidades e procurou resolver a situação. Ainda assim, os relatos continuaram.
No dia dos fatos, a família foi comunicada de que o estudante havia apresentado nova crise e precisava ser retirado da escola. Foi nesse momento, ao buscar o filho, sabendo que as crises de seu filho se deram em razão do bullying que vem sofrendo no decorrer do ano, inclusive no dia dos fatos, sem que nada se resolvesse, é que houve a exaltação dos ânimos no ambiente escolar.
Não se trata de violência gratuita, nem de reação premeditada. Tratou-se do esgotamento de uma mãe diante do receio pela integridade física e emocional de um filho com deficiência que vinha relatando o intenso sofrendo no ambiente escolar, no qual já estava desestabilizando todo o seu núcleo familiar.