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Com 80% de renovação em suas cadeiras, a bancada federal acreana chega bastante dividida a Brasília na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro. Esta divisão representará a mesma disputa de forças entre governo e oposição, com o Planalto vendo sua base dispersa em duas candidaturas. Os três principais nomes na corrida são de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).
Na semana passada a bancada de oposição acreana oficializou apoio ao nome do peemedebista Cunha. Nestes apoios os mais seguros são de Flaviano Melo (PMDB) e Jéssica Sales (PMDB) pelas ligações partidárias. Apesar de posar para a fotografia, o voto de Wherles Rocha (PSDB) pode ser uma duvida.

Como o PMDB é da base de Dilma Rousseff, os tucanos preferiram apoiar o mineiro do PSB, que se apresenta com uma candidatura mais oposicionista. A reportagem tentou contato com o Rocha, mas o mesmo não foi localizado. Outro possível apoio a Delgado é do ex-vice de Tião Viana, César Messias (PSB), eleito para o cargo em outubro.
O voto de Messias no correligionário é uma incógnita diante de sua lealdade ao petismo acreano, que apoiará em peso Chinaglia. O partido investe nesta candidatura para evitar o domínio da ala mais rebelde do PMDB no comando do Legislativo, em um ano de apertos e com a votação de importantes projetos.
Por aqui Chinaglia tem os votos certos dos petistas Raimundo Angelim, Sibá Machado e Leo Brito. Agraciado com um ministério no segundo mandato de Dilma, o PRB de Alan Rick também caminha para fechar com o paulista.
Ao todo, o Acre oferecerá apenas oito votos numa disputa onde são necessários ao menos 258 para se garantir a vitória.