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Disputa pelo Governo está mais indefinida do que nunca

Por Everton Damasceno, ContilNet 19/08/2026 05:00 Atualizado em 19/08/2026 05:00
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As pesquisas ainda não definiram o resultado da disputa pelo Governo do Acre, que tem como principais pré-candidatos a governadora Mailza Assis (Progressistas), o senador Alan Rick (Republicanos), o ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) e o médico Thor Dantas (PSB).

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Este momento da campanha, iniciada no último domingo (15), é decisivo para o resultado final da disputa. A eleição se encerra no dia 4 de outubro para os cargos de deputado estadual, deputado federal e senador, e no dia 25 de outubro, no caso da disputa pelo Governo, se houver segundo turno — possibilidade que, diante do atual cenário, parece bastante real.

Candidatos ao Governo do Acre/Foto: montagem

Deve ir para o segundo turno

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É difícil imaginar, olhando para o cenário atual, que o Acre encerre essa guerra eleitoral já no primeiro turno. É improvável, mas não impossível.

Gladson Cameli venceu sua última eleição para o Governo ainda no primeiro turno, mas resta saber se a história reservará o mesmo roteiro para algum dos candidatos que agora estão na disputa.

Virada é possível

Se a eleição realmente for para o segundo turno, ninguém deve tratar o resultado do primeiro como definitivo. A história mostra que chegar na frente na primeira etapa não garante a vitória final.

Exemplos claros

Em 2022, por exemplo, houve viradas em disputas para governador no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Em todos esses estados, candidatos que terminaram o primeiro turno atrás conseguiram virar o jogo e vencer a eleição. No Acre, um eventual segundo turno pode mudar completamente o cenário. Com apenas dois candidatos na disputa, alianças ganham outro peso, os apoios passam a ser ainda mais disputados e o eleitor precisa escolher entre apenas duas opções.

Falando em campanha…

As carreatas dos candidatos ao Governo, realizadas no último domingo, mostraram um pouco da força que cada um pretende demonstrar nesta campanha — e também deixaram claro que há candidatos com potencial para surpreender nas urnas.

Mailza, Bocalom e Alan pararam o trânsito. Os dois primeiros em Rio Branco; o último, em Feijó, no interior do Acre.

Bocalom

Devo reconhecer algo que já vinha sendo alertado há algum tempo: Bocalom não está para brincadeira. Mesmo aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas, o ex-prefeito realizou uma carreata que chamou atenção em Rio Branco e parou o trânsito na Avenida Ceará. Foi, sem dúvida, um movimento de impacto.

Há também mérito do prefeito Alysson Bestene, que colocou seu grupo político nas ruas e ajudou a dar musculatura ao ato.

Mailza

Mailza também fez um movimento importante — e visualmente bonito — na Baixada da Sobral.

A estratégia foi inteligente: abriu sua campanha no maior colégio eleitoral de Rio Branco. Depois, seguiu pelas ruas em uma carreata que reuniu centenas de veículos.

Alan

O senador decidiu iniciar sua caminhada justamente em uma regional que não foi o foco dos principais adversários: o Juruá.

Alan conhece o peso político e eleitoral que a região tem em uma disputa estadual. Depois, seguiu para Feijó, onde conta com o apoio do prefeito Railson Ferreira.

Foi uma caravana robusta, que percorreu as principais ruas da cidade e movimentou a população.

Agora o bicho pega

O jogo começa, de fato, agora. É neste momento que os candidatos podem intensificar os pedidos de voto, espalhar seus números pelas ruas, praças e residências, além de realizar bandeiraços, comícios e reuniões.
Não dá para errar. Quem tiver estrutura, organização e capacidade de mobilização sai na frente.

Pesquisas

Os números das pesquisas podem sofrer mudanças nos próximos dias, justamente porque é agora que a campanha ganha as ruas e as solas dos sapatos começam a ser mais gastas.

O eleitor passa a ser abordado, convencido e disputado de forma mais intensa. Nas pesquisas espontâneas, em que os nomes dos candidatos não são citados, quase 80% não sabem em quem votar.

Vamos ver o que vem por aí…

Jingles preguiçosos de IA

Aproveitando o assunto: poucas coisas têm ficado tão feias nesta campanha quanto o exagero no uso de inteligência artificial para a produção dos jingles dos candidatos.

Há músicas tão desencontradas e sem nexo que parecem aqueles trabalhos de ensino fundamental em que cada aluno faz uma parte e, no fim, alguém simplesmente junta tudo para apresentar.

Está faltando criatividade, identidade e, principalmente, um pouco mais de cuidado. Melhorem, por favor.

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