Em emergência por SRAG, UTIs do Acre seguem perto da lotação máxima

Hospital Santa Juliana está sem vagas, e rede pública soma apenas seis leitos disponíveis para pacientes adultos

Por Matheus Mello, ContilNet 17/06/2026 às 17:12
Leitos de UTI/Foto: Reprodução

A rede pública de saúde do Acre segue operando sob forte pressão em meio à situação de emergência decretada pelo governo estadual por causa do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta quarta-feira (17) mostram que a maior parte dos leitos de UTI para adultos permanece praticamente ocupada.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), havia apenas uma vaga disponível em cada uma das duas unidades de terapia intensiva. Na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), o Pronto de Observação Intensiva (POI) registrava duas vagas. Já o Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) contava com duas vagas disponíveis e um leito bloqueado. O Hospital Santa Juliana (HSJ), por sua vez, estava com todos os 20 leitos ocupados.

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Ao todo, as cinco unidades destinadas ao atendimento de adultos somavam seis vagas disponíveis entre 74 leitos ativos.

Na comparação com terça-feira (16), houve uma pequena melhora no cenário do Huerb, que não tinha vagas nos dois setores de UTI. Em contrapartida, a Fundhacre reduziu de quatro para duas vagas e o Hospital Santa Juliana passou de duas vagas para nenhuma.

Na área pediátrica, a situação apresentou maior estabilidade. A UTI Pediátrica manteve seis vagas disponíveis entre dez leitos existentes. A Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) aumentou de uma para duas vagas, enquanto a enfermaria pediátrica passou de nove para 13 vagas disponíveis.

Emergência por SRAG

O governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública por 90 dias após o aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e da pressão sobre a rede hospitalar.

Segundo a Sesacre, foram registradas 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio deste ano, número superior ao observado no mesmo período dos anos anteriores. O aumento das internações, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades, levou o Estado a adotar medidas para ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde.

Conteúdo Original / Fonte: Matheus Mello, ContilNet

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