As informações vindas do município de Brasiléia, região de fronteira, não são nada boas. Populares fecharam a ponte que liga o município à Bolívia em protesto as atuais condições dos estudantes de medicina e profissionais da área no local.
É que o presidente Evo Morales, por meio da aprovação artigo 205 do novo Código Penal do país, penaliza médicos e funcionários do setor por práticas negligentes – que seriam julgados por um novo órgão regulamentador do governo. A partir de agora, práticas da medicina podem culminar em até três anos de reclusão.
O ato que acontece na manhã desta quarta-feira (27) na Ponte Wilson Pinheiro já acontece em outras cidades bolivianas. De acordo com agências de notícias locais, as manifestações iniciaram ao final de novembro, quando projeto de alteração da regulamentação médica foi apresentado ao Senado.

Ponte Wilson Pinheiro está fechada/Foto: cedida
“A ministra da Saúde, Ariana Campero, solicitou o retorno das atividades médicas, temendo uma crise no setor de saúde do país – apelo que também foi feito pela ONU e pela Igreja Católica. Como contraponto, os lideres sindicalistas exigem conversa com o presidente Evo Morales para resolução do problema”, já noticiou o site brasileiro Jornal do Comércio anteriormente. Na ocasião, funcionários públicos e privados da rede de saúde da Bolívia paralisam, de forma parcial, os atendimentos.
No ato que acontece nesta quarta, profissionais, estudantes da área e população afirmam não aceitar a medida. “3 anos de cadeia? Médico agora virou bandido na Bolívia”, disse um manifestante que preferiu não se identificar.

Protesto acontece na manhã desta quarta/Foto: cedida
Não há informações sobre até que horas a manifestação deve acontecer. Tão logo sejam divulgadas ou repassadas, a reportagem da ContilNet atualiza este material.
