Expedição revela duas novas espécies de orquídeas na Serra do Divisor
Duas novas espécies de orquídeas foram descobertas no Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre, durante uma expedição botânica realizada na região. As plantas receberam os nomes de Acianthera amazonica e Acianthera nukiniana e passam a integrar a lista de espécies conhecidas da Amazônia brasileira.
A descoberta foi anunciada em março de 2026 e chama atenção pela localização das novas espécies e pelo fato de duas plantas terem sido identificadas em uma mesma expedição. Até então, oito espécies do gênero Acianthera eram conhecidas na Amazônia brasileira. Com os novos registros, o número passou para dez.
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Uma das novas orquídeas ganhou um nome que faz referência direta ao Acre. A Acianthera nukiniana foi batizada em homenagem ao povo Nukini, cuja história está ligada à região da Serra do Divisor. A escolha coloca o nome do povo indígena na nomenclatura científica de uma espécie encontrada nesse território.
A outra espécie foi chamada de Acianthera amazonica, em referência à Amazônia. As duas são plantas pequenas e vivem sobre árvores, uma característica comum entre muitas orquídeas. Elas não retiram alimento das árvores, usando troncos e galhos apenas como apoio.
A Serra do Divisor, no extremo oeste do Acre, volta a aparecer no cenário científico por revelar espécies que ainda não estavam registradas oficialmente. A região é conhecida pela riqueza de sua floresta e pela diversidade de ambientes, e a descoberta das duas orquídeas acrescenta novos registros à biodiversidade do estado.
O gênero Acianthera reúne cerca de 300 espécies, com quase metade delas ocorrendo no Brasil. A identificação das duas novas plantas amplia o conhecimento sobre a presença desse grupo de orquídeas na região amazônica e também abre caminho para que outras populações sejam encontradas em futuras expedições.
Para o Acre, a descoberta representa mais um registro da diversidade existente dentro de uma das áreas naturais mais importantes do estado. Em meio à floresta da Serra do Divisor, duas pequenas orquídeas que até pouco tempo não tinham nome científico agora passam a fazer parte oficialmente da história da biodiversidade amazônica. Com informações da Revista Amazônia.