Ginecologista preso pode ter cometido abusos sexuais a pacientes no Acre

Por Suporte 17/03/2015 às 20:23

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Pedro Augusto Ramos está preso desde o dia 2 de março em Ariquemes (Foto: Rede Globo)

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A Polícia Civil de Rondônia está apurando indícios de supostos abusos sexuais cometidos pelo médico Pedro Augusto Ramos da Silva, de 57 anos, durante exames ginecológicos em mais três estados. Segundo o delegado Rodrigo Camargo, há possibilidade que ele tenha praticado crimes da mesma natureza no Acre, Amazonas e Mato Grosso antes de mudar-se para Ariquemes (RO). Ao todo no município, 13 mulheres denunciaram o ginecologista que está preso desde o dia 2 de março.

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Pedro Augusto Ramos está preso desde o dia 2 de março em Ariquemes (Foto: Rede Globo)

O delegado alega que ofícios solicitando informações foram enviados para os três estados. Conforme Camargo, no Amazonas há quatro registros de ocorrências contra o médico e neles constam que as pacientes também relataram que sofreram abuso sexual durante exame ginecológico. “Esses indícios foram obtidos informalmente, mas já enviamos ofícios para os estados solicitando documentação sobre os casos”, afirma.

O titular da Delegacia da Mulher de Ariquemes esclarece ainda que os antecedentes em outros estados não vão servir para a análise dos casos em Rondônia, já que, segundo ele, são situações diferentes, mas reitera que servirão para demonstrar os precedentes do investigado. “O judiciário deve instruir a investigação com documentos que possibilite o magistrado averiguar quais são os antecedentes do suspeito e o juiz deve levar essas provas adicionais em consideração caso venha condená-lo”, explana Camargo.

A Polícia Civil garante que deve encerrar o inquérito até o dia 1º de abril e relatar o caso para o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que deve avaliar se denúncia ou não o médico. Rodrigo explica que seja comprovado o abuso sexual, o profissional deve responder por estupro de vulnerável.

Procurado pelo G1, o advogado do médico Márcio Gomes disse que a defesa deve se manifestar sobre as acusações somente após a conclusão do inquérito policial. Ele acrescenta que fez, nesta quinta-feira (12), o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), pra que o cliente responda o processo em liberdade.

CONFIRA A REPORTAGEM COMPLETA

Conteúdo Original / Fonte: G1

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