Governo autoriza o reajuste de preços para 20 mil tipos de medicamentos

Por Suporte 02/04/2015 às 13:56

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O governo federal autorizou reajustes escalonados de 7,70%, 6,35% e 5% nos preços de medicamentos, dependendo da categoria do produto, que entraram em vigor a partir desta terça-feira. Os valores calculados pela indústria constam de resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a autorização, o ajuste tem como referência o mais recente Preço Fabricante (PF) publicado na lista de preços, na página da CMED, na internet. O ajuste é baseado em um modelo de teto de preços calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em um fator de produtividade, em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores em três níveis.

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As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos. Produtos com alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores estabelecidos pela CMED. Para esse grupo, o preço pode variar de acordo com a determinação do fabricante.

A CMED determina três faixas de ajuste, de acordo com a concorrência enfrentada pelo produto no mercado. Quanto maior a concorrência, maior o porcentual permitido para reajuste (7,70%). Para o nível intermediário, de remédios de classes terapêuticas consideradas de concorrência mediana, o aumento será de 6,35%. Para aqueles mais concentrados – formados por remédios que estão ainda protegidos por patentes, como os usados em tratamento de câncer – o porcentual máximo de aumento seráde5%.

O aumento dos preços deste ano está bem acima do autorizado ano passado. Em 2014, o reajuste máximo foi de 5,68%. Na classe intermediária, o reajuste concedido foi de 3,35% e o menor, de 1,02%.

Conteúdo Original / Fonte: Agência Brasil

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