Governo desmente ‘contrato secreto’ com advogado envolvido em acidente
A Casa Civil do Governo do Acre negou nesta segunda-feira (31) que o advogado João Victor Casas Lopes, acusado de provocar o acidente que matou três pessoas na BR-364, tenha sido contratado por uma empresa terceirizada para continuar prestando serviços ao Estado após sua exoneração.
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As circunstâncias exatas do acidente e a dinâmica da colisão estão sob investigação/Foto: Reprodução
Em nota de esclarecimento enviada ao ContilNet, o governo afirmou que o vínculo de João Victor com a administração estadual era exclusivamente por meio de cargo em comissão, encerrado após a publicação de sua exoneração.
“A Casa Civil esclarece que é falsa a informação de que o ex-servidor João Victor Casas Lopes teria sido contratado por empresa terceirizada para prestar serviços ao Governo do Estado. O vínculo existente era exclusivamente por meio de cargo em comissão, que foi cessado com a exoneração”, diz o comunicado.
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A manifestação ocorre em meio à repercussão do acidente ocorrido na madrugada de domingo (30), no trecho da BR-364 entre Feijó e Tarauacá. A colisão deixou três pessoas mortas e uma quarta vítima gravemente ferida.
Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva durante uma colisão na BR-364 quando retornavam a Feijó/Foto: Reprodução/Instagram
Morreram Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva. A quarta vítima foi socorrida e posteriormente transferida para uma unidade hospitalar em Cruzeiro do Sul.
João Victor foi preso em flagrante pela Polícia Militar após deixar o local do acidente sem prestar socorro. Segundo informações da investigação, ele admitiu à Polícia Civil ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e afirmou que estava ao volante “sem destino” quando ocorreu a colisão.
Imagens registradas durante uma festa em Tarauacá também passaram a integrar a investigação. Nos vídeos, o advogado aparece consumindo bebida alcoólica.
Exoneração após acidente
João Victor ocupava o cargo de assessor especial da Casa Civil desde novembro de 2025. A exoneração foi determinada pela governadora Mailza Assis (PP) e publicada em uma edição extra do Diário Oficial do Estado no domingo, horas após o acidente.
A negativa do governo ocorre justamente diante de informações de que o ex-servidor teria continuado ligado à administração estadual por meio de uma empresa terceirizada depois de deixar o cargo.
Segundo a Casa Civil, no entanto, isso não ocorreu.
“A Casa Civil repudia a disseminação de informações falsas e reforça a importância de que, diante de uma tragédia dessa dimensão, prevaleçam a responsabilidade, a verdade e o respeito às vítimas e seus familiares”, afirmou o secretário de Estado-Chefe da Casa Civil, Cristovam Pontes de Moura.
No comunicado, o governo também manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
João Victor passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (31), em Tarauacá, e foi autorizado pela Justiça a responder em liberdade às investigações.
Segundo informações do site A Gazeta do Acre, ele deixou a prisão após o pagamento de fiança fixada em 10 salários mínimos. A informação foi confirmada pelo delegado José Ronério, responsável pela investigação.
Com a decisão, o advogado seguirá respondendo ao processo em liberdade, sujeito às condições impostas pela Justiça.
O veículo envolvido na colisão foi liberado após a conclusão dos procedimentos periciais realizados pelas autoridades.