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Governo prorroga emergência no Acre por ameaça de praga no cacau

Por Sávio Buriti, ContilNet 24/07/2026 às 10:41

O motivo da renovação é a ameaça representada pela Moniliophthora roreri, fungo responsável pela monilíase do cacaueiro. /Foto: ContilNet

A produção de cacau no Acre continuará sob atenção especial do governo federal após a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de renovar, por mais um ano, a emergência fitossanitária em razão do risco de entrada da praga Moniliophthora roreri. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a publicação da Portaria nº 939 no Diário Oficial da União (DOU).

Além do Acre, a prorrogação também abrange os estados do Amazonas, Pará e Rondônia. A nova vigência passa a valer a partir de 5 de agosto de 2026, mantendo em funcionamento o conjunto de ações preventivas adotadas desde que a emergência foi declarada pela primeira vez, em 2021.

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A decisão permite que o Ministério da Agricultura continue executando medidas específicas para reduzir o risco de introdução e disseminação da doença, incluindo o reforço da vigilância fitossanitária, o monitoramento de áreas consideradas mais vulneráveis e outras estratégias voltadas à proteção da produção agrícola.

O motivo da renovação é a ameaça representada pela Moniliophthora roreri, fungo responsável pela monilíase do cacaueiro. A doença ataca os frutos do cacau, comprometendo seu desenvolvimento e reduzindo significativamente a produtividade das lavouras, o que pode gerar prejuízos econômicos aos produtores.

A preocupação é maior na Região Norte, onde estados brasileiros fazem fronteira com países que já registraram a presença da praga. Esse cenário exige monitoramento constante para evitar que o fungo chegue às áreas produtoras do Brasil.

Com a prorrogação da emergência fitossanitária, o governo federal mantém instrumentos que possibilitam respostas mais rápidas diante de qualquer indício da doença, fortalecendo as ações de prevenção e proteção da cadeia produtiva do cacau.

A Portaria nº 939 entra em vigor em 5 de agosto de 2026 e mantém o estado de emergência fitossanitária válido por mais um ano nos quatro estados contemplados pela medida.

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