Jovens planejam ações criminosas contra policiais através de grupo no WhatsApp

Por Suporte 09/12/2014 às 17:52

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Não é de hoje que o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp é usado para praticar crimes e planejar ações criminosas. Você já acompanhou, através da ContilNet Notícias, vários casos em que o aplicativo facilita a prática de ações criminosas.

Na manhã desta terça-feira (9), a reportagem do portal se deparou com mais uma denúncia do tipo: através do grupo de nome “PM bom é PM morto”, usuários da rede social podem estar armando contra policiais civis e militares do Acre.

O que surpreende é que as imagens de perfis dos usuários evidenciam a pouca idade dos membros que podem estar participando das armações: jovens e adolescentes estão nos grupos. Em virtude disto, o jornalismo da ContilNet irá preservar a identidade dos membros.

A Polícia Civil, até o fechamento desta reportagem, não se pronunciou através de nota ou coletiva de imprensa. Casos como este são de competência da Delegacia Itinerante, representado pelo delegado Robert Alencar.

A Secretaria de Estado de Polícia Civil, que atende através do número 3223 7476, foi procurada pela nossa reportagem, mas o contato não foi bem sucedido.

O que fazer em caso de crimes planejados através WhatsApp No aplicativo Whatsapp, vítimas de crimes na internet sofrem com um agravante: a mensagem com conteúdo inverídico corre de celular para celular, ponto a ponto, ou é postada em grupos nos quais a vítima sequer faz parte ou conhece; muitas vezes, não tem forma de especificar o “local” em que o conteúdo foi compartilhado, dentro do serviço, quanto mais precisar “qual” telefone realizou a postagem inicial.

Em casos de crimes como este, qualquer pessoa pode realizar um backup da conversa e registrar uma denúncia. Com isso, o objetivo é minimizar a dificuldade de apuração da autoria de um crime virtual cometido na plataforma, lembrando que, embora o WhatsApp declare em seus termos que está sob a Lei da Califórnia, ao tratar de informações relativas a brasileiros, deve oferecer foro no Brasil para resolução de litígios e, principalmente, está obrigado, pelo Marco Civil da Internet, a guardar os registros de acesso ao aplicativo por seis meses.

Quem se sentiu lesado por conta de alguma informação inverídica a seu respeito, publicada no aplicativo, deve agir rapidamente.

O site DigNow elaborou um artigo para orientar quem é vítima de crimes através do aplicativo. Acesse o link http://idgnow.com.br/blog/privacidade-digital/2014/05/15/o-que-fazer-em-caso-de-crimes-cometidos-pelo-whatsapp/

Polícia Civil coloca o aplicativo WhatsApp à disposição da população para denúncias

O aplicativo, apesar do mau uso visando ações criminosas, também pode ser usado para denunciar crimes. Recentemente, a Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Divisão de Investigações Criminais – DIC, abriu um novo canal de comunicação com a população para denúncias de crimes, paradeiros de criminosos e outras informações que auxiliem na resolução de delitos e repressão ao crime.

O lançamento ocorreu no último dia 26, na sede da especializada, na rua Henrique Dias, bairro Bosque, com a presença do secretário de Polícia Civil, delegado Emylson Farias.

Além do número 181 (Disque Denúncia) e do seu próprio site www.pc.ac.gov.br, há um canal de denúncia à disposição, via WhatsApp, como instrumento simplificado. Prático e de fácil manuseio, o WhatsApp passa também a ser disponibilizado para que a população entre em contato com a Polícia Civil, com absoluta preservação da identidade do denunciante.

O contato será realizado através do telefone 9925 0303. As mensagens enviadas pelo WhatsApp (textos, fotos e vídeos) passarão por uma análise prévia dos policiais civis que atuam na DIC e serão imediatamente encaminhadas às delegacias especializadas (DAPC, DRE, DEPI e DECCO), de acordo com teor da denúncia.

Conteúdo Original / Fonte: Kellyton Lindoso, da ContilNet Notícias

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