ilegal?
A Justiça do Estado de São Paulo arquivou nesta segunda-feira (4) o processo iniciado pela Sintetaxi-SP contra o aplicativo de carro executivo Uber. Segundo informações da própria Uber, confirmadas pela assessoria do sindicato ao iG, os fundamentos da ação foram consideradas não procedentes pelo juiz que julgou o recurso.
Em seu comunicado, a Uber diz que “os advogados responsáveis por este processo já utilizaram este mesmo material por duas outras vezes, em nome de outras associações de taxi, e fracassaram”.
Com esta decisão, o tribunal revogou a liminar que determinava a suspensão das operações da empresa e a retirada do app da Uber das lojas de aplicativos. Ou seja, a Uber continua oferecendo seus serviços para os usuários brasileiros.
Ao iG, assessoria do Sintetaxi-SP disse que a entidade está aguardando um posicionamento de seus advogados e que espera entrar com uma nova ação em breve. “Temos certeza que estamos aparados pela lei. Nossa briga não é contra a empresa, mas contra a ilegalidade do serviço que presta. Se ela vier a se legalizar nós não teremos nenhum problema contra a concorrência”, disse Carlos Laia, responsável pela comunicação do Sintetaxi-SP.
“Lamentamos apenas que nossas leis estejam sendo afrontadas dessa maneira. Que um empresa estrangeira esteja trabalhando e ganhando na ilegalidade, enquanto vários brasileiros estão deixando de levar seu sustento para a casa”, completou. A Uber, por sua vez, explica que todos os motoristas parceiros da Uber têm licença para exercer função remunerada, assim como qualquer outro motorista profissional, incluindo taxistas.