Levantamento da ContilNet mostra que Acre ampliou em 60% gastos com Defesa Civil

Por Wania Pinheiro, ContilNet 27/02/2015 às 04:29

encheiaum caso sério

Com suas cidades mais populosas banhadas por rios e habituado a enfrentar as inevitáveis enchentes no período do chamado “inverno amazônico”, o Acre vem ampliando a cada ano os seus gastos com as ações de defesa civil.

Em 2014, quando o Estado enfrentou uma das piores crises por conta da cheia histórica do rio Madeira, em Rondônia, que deixou os acreanos isolados do restante do país, as despesas com defesa civil quase que dobraram.

É o que aponta levantamento de ContilNet Notícias junto aos dados de despesas do governo. Em comparação com 2013, o Acre aumentou em 59,4% as ações de auxílio às famílias atingidas por algum dos fenômenos naturais comuns da região, sobretudo as intensas chuvas com as suas consequentes enchentes. Neste bolo também está a “logística de guerra” adotada para evitar o colapso do Acre.

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A crise do Madeira obrigou o governo praticamente a mobilizar toda sua estrutura de defesa civil para Rondônia, numa tentativa desesperada de assegurar a passagem de caminhões com alimentos e remédios em meio a uma BR-364 submersa pelo rio. Além disso, o Palácio Rio Branco teve que gastar com o fretamento de aeronaves de cargas para assegurar o mínimo no mercado acreano.

Estas logísticas resultaram num desembolso de R$ 51 milhões com defesa civil. Em 2013 a mesma cifra foi de R$ 32 milhões. Depois do último trimestre de 2014 não ter apresentado problemas no comportamento dos rios, agora o governo se vê às voltas com o rio Acre deixando debaixo d’água as cidades ao longo de suas margens.

Para facilitar as ações de auxílio às famílias, eliminado barreiras burocráticas, a primeira medida das autoridades é emitir decretos de situação ou estado de emergência. Os instrumentos também asseguram a facilidade na transferência de recursos federais.

Reportagem da ContilNet no começo da semana mostrou que até o momento a Defesa Civil Nacional não reconheceu nenhum dos pedidos de situação de emergência pelo governo ou prefeituras.

Conteúdo Original / Fonte: Fabio Pontes, da Agência ContilNet

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