
Prefeito Marcus Alexandre/Foto: Assessoria
Prefeito nega entrevista
Provavelmente acuado pelo teor das perguntas, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), se negou a conceder entrevista a esta coluna. Por meio de sua secretária de imprensa, a minha colega jornalista Andréia Oliveira, ele mandou dizer o seguinte: “Você não é um jornalista isento, pelo contrário, tem lado e deixa isso muito claro no direcionamento de suas perguntas”. Veja a seguir as questões feitas ao prefeito:
1 – Prefeito Marcus Alexandre, o senhor foi o engenheiro responsável pelas obras da BR-364, que liga a capital ao Juruá, e que se deteriorou antes mesmo de ser inaugurada. Por que o senhor nunca se pronunciou sobre isso?
2 – O senhor não fez nenhuma grande obra na capital, mas aparece nas pesquisas como franco favorito. Cumprimentar as pessoas é uma estratégia de marketing que deu certo?
3 – O PT montou uma estratégia para lhe tratar como “o diferente”. A militância espalha em Rio Branco a ideia segundo a qual, apesar de ser do PT, o senhor não tem nada a ver com o lamaçal no qual se enfiou essa sigla, mas usou o microfone durante o manifesto em favor de Dilma e Lula para, fazendo por eles uma apaixonada defesa, detonar a oposição. Como o senhor é diferente?
4 – Prefeito, o senhor tem uma Câmara de Vereadores incapaz de questiona-lo, mesmo diante de projetos fracassados, como o Ruas do Povo. Isso facilitou a sua caminhada pela reeleição?
5 – O fato de ser evangélico facilitou seu trânsito nas igrejas, mesmo o PT sendo um partido que defende bandeiras como o homossexualismo e o aborto?
Vaz prefeito
“Está bem avançado”, disse há pouco o vereador Raimundo Vaz (sem partido) sobre sua conversa com a presidente do PR, ex-deputada federal Antônia Lúcia, em relação a sua filiação e a candidatura a prefeito da capital. Até sábado, me garantiu, tudo será decidido.
Preparado
Raimundo Vaz é um dos bons quadros da política. É inteligente e se destaca no Parlamento por ser muito propositivo, mas resta saber se vai, finalmente, cortar seu cordão umbilical com a Frente Popular, organização que ajudou a fundar.
Números do Quinari
Vi os números levantados no Quinari e dois detalhes se destacam: a rejeição do prefeito James Gomes (PP) e o atoleiro no qual está enfiado seu candidato, o empresário Jorge Catalã (PP). Não decola. Não sai de um digito.
Assessores especiais
Se quisesse conter gastos de fato, o governador Tião Viana (PT) faria uma limpeza ao seu redor, onde tem um monte de “assessor especial”, cuja ocupação mais pesada é tomar cafezinho em sua antessala.
Pequenos Negócios
Que não deu emprego e renda para jovens das periferias é certo que não deu, mas o secretário de Pequenos Negócios, Henry Nogueira, vai ajudar a salvar a reeleição do prefeito Marcus Alexandre (PT), porque ajudou alguns pequenos grupos com apoio logístico. Um desses as costureiras da Baixada da Sobral.
Demorou!
“Estamos demorando a sair desse governo enlameado”. Da deputada Eliane Sinhasique (PMDB), pré-candidata à prefeita de Rio Branco, defendendo a saída urgente de seu partido da base do governo Dilma.
Limpeza na Câmara
Numa conversa esses dias na periferia, o vereador Fernando Martins (PCdoB) admitiu que “só voltam uns seis vereadores da atual legislatura”. Ele também acha que o prefeito Marcus Alexandre (PT) deve se reeleger no primeiro turno.
Candidato da Jorge Kalume
A Vila Jorge Kalume já tem um candidato a vereador, o líder comunitário Edson Maia. Ele garante ser o elo daquela comunidade com o prefeito Marcus Alexandre (PT), conseguindo asfalto e água encanada para a região.
PCdoB não abre
Um líder importante do PCdoB disse há pouco à coluna: o partido até abre para um vice que seja do PT, mas para nenhum outro partido integrante da Frente Popular, principalmente o PSB.
Forte para 2018
Algumas das candidaturas que vão ser puxadas pela ex-deputada federal Antônia Lúcia não acuam macacos, mas uma boa parte delas é competitiva e coloca ela no olho do furacão em 2018. Vai ficar forte para qualquer disputa.
Fim da linha
“Com o fim do esquema do mensalão e do petrolão acabou a carreira do deputado Sibá Machado”. Frase dita agora há pouco no corredor da Assembleia Legislativa pela liderança de um partido da própria Frente Popular.
Contato com a coluna
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