tá ficando sério
O homem preso nessa terça-feira, 10, em um posto de saúde de Rio Branco acusado de exercer ilegalmente a medicina e falsificar registros de CRM também tirou plantão no Pronto Socorro de Rio Branco por três dias.
Segundo o Delegado Thiago Fernandes da 3º Regional de Polícia Civil, o suposto médico Renato Alberto Vilela Souza, 34, teria sido pago pelos plantões trabalhados, por uma pessoa ligada à direção do Pronto Socorro.
O delegado informou ainda que o fato novo seria que Renato trabalhou no dia em que uma mulher com problemas cardíacos teria morrido dentro do PS. O caso, como informou o delegado, será apurado, e se confirmado a negligencia os médicos que eram para está de plantão poderão ser indiciados e responsabilizados criminalmente.
De acordo com o delegado, o acusado de exercer a profissão de médico ilegalmente passou mais de duas horas sozinho atendendo os pacientes que chegavam ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco – Huerb.
Renato teria confirmado em depoimento que é formado em medicina na Bolívia, mas que não teria tirado o registro no Conselho Regional de Medicina –CRM.
“Estamos fazendo as investigações a respeito do exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica comprovados na prisão de Renato no posto de saúde do município. Agora temos as investigações sobre o caso da mulher que morreu no dia em que ele estava realizando os atendimentos no Pronto Socorro, caso se confirme a negligencia e o pagamento feito por alguém da direção, o que seria conivência, as providências serão tomadas”, destacou o delegado.
Em nota enviada na noite desta quarta-feira, a Direção do Huerb diz que o médico que atuava sem registro não tinha nenhum vínculo empragatício com a unidade e que as escalas de trabalho estão à disposição da Justiça.
“Renato Alberto Vilela de Souza não tem nenhum vínculo empregatício com esta unidade de saúde pública. As escalas de plantões e cirurgias realizadas no Huerb estão à disposição da Justiça para comprovar que Renato Alberto Vilela de Souza nunca fez parte do quadro de funcionários da unidade e nem atuou no exercício da medicina neste hospital”.
