telexfree
Após anunciar realização de uma coletiva de imprensa que iria tratar, na última quinta-feira (26), sobre a manifestação do Ministério Público Estadual com relação a legalidade da TelexFree, o órgão voltou atrás e informou na tarde de quarta-feira (25) o cancelamento da entrevista com jornalistas.
A notícia irritou os chamados “divulgadores”, que geravam renda através dos planos da empresa e que estão proibidos de atuar desde julho de 2013.
No aviso, a assessoria de comunicação do órgão informou que o cancelamento se deu porque “não teria dado tempo de ouvir a empresa investigada” e a que o adiamento da coletiva se fez necessário para que os promotores “possam trabalhar dentro do prazo e na legalidade”.
A coletiva seria realizada com os promotores Alessandra Marques, Danilo Lovisaro e Marco Aurélio, para apresentar o entendimento e as medidas a serem adotadas pelo órgão fiscalizador, após a conclusão do laudo pericial, que trata sobre a legalidade da Telexfree (Ympactus Comercial Ltda).
A auditoria realizada pela empresa Ernest & Yong foi protocolada dia 11 de fevereiro de 2015 junto a 2ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça do Acre. A magistrada responsável pela abertura do processo, Thaís Queiroz Borges, que determinou o bloqueio das contas e a paralisação das atividades, sob suspeita de prática de pirâmide, se recusa a prestar qualquer entrevista acerca do contido no laudo.
A alegação da magistrada se dá em virtude do prazo para manifestação das partes envolvidas, no caso, a empresa Ympactus Comercial Ltda e o Ministério Público Estadual (MPE). O prazo final para manifestação, de ambas as partes, encerra dia 11 de março (30 dias após entrega do laudo pericial).