Um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas usava Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) digitais falsificadas para embarcar em voos comerciais com cocaína a partir do Acre, segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As informações foram divulgadas pelo próprio órgão ainda nesta terça-feira (15).
Ao todo, nove pessoas foram denunciadas à Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco. A denúncia tem como base as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Queda Livre.
Segundo o MPAC, as investigações identificaram ao menos 10 CNHs digitais falsificadas, utilizadas para a compra de passagens, realização de check-in, acesso a áreas restritas do aeroporto e embarque em voos comerciais. A estratégia teria como objetivo viabilizar o transporte da droga e dificultar a identificação dos responsáveis.
Aeroporto de Rio Branco era usado para envio da cocaína
As investigações começaram após a apreensão de 6,325 quilos de cocaína, no dia 10 de fevereiro de 2025, no Aeroporto Internacional Plácido de Castro, em Rio Branco.
O entorpecente foi encontrado em uma área restrita do aeroporto depois que uma mochila caiu do forro do teto, próximo à região de check-in. Conforme a investigação, a cocaína seria enviada para outros estados por meio de voos comerciais.
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Cinco dias depois, em 15 de fevereiro de 2025, outros 2,075 quilos de cocaína foram apreendidos também no aeroporto.
As duas apreensões, segundo o MPAC, estavam relacionadas ao mesmo esquema de remessa de drogas a partir de Rio Branco.
Somadas, as apreensões chegaram a 8,4 quilos de cocaína.
Documentos falsos
A investigação apontou que os documentos falsificados eram utilizados em diferentes etapas da viagem, desde a aquisição das passagens até o embarque.
Além das CNHs falsas, os denunciados são acusados de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa, falsificação e uso de documentos falsos e falsidade ideológica.
Com a denúncia apresentada pelo MPAC, caberá à Justiça analisar as acusações e decidir sobre o recebimento da ação penal.
