14/09/2026

Cocaína em aeroporto e CNHs falsas: MP denuncia nove por esquema no Acre

Investigação começou após apreensão de mais de 8,4 quilos de cocaína no aeroporto de Rio Branco

Por Sávio Buriti, ContilNet
O Ministério Público do Acre (MPAC) denunciou nove pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico interestadual de drogas e falsificação de documentos./ Foto: reprodução

O Ministério Público do Acre (MPAC) denunciou nove pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico interestadual de drogas e falsificação de documentos. A acusação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) à Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco.

O caso teve origem em duas apreensões de cocaína realizadas no Aeroporto Internacional de Rio Branco, em fevereiro de 2025. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal durante a Operação Queda Livre.

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A primeira ocorrência foi registrada em 10 de fevereiro, quando 6,325 quilos de cocaína foram encontrados em uma área restrita do Aeroporto Plácido de Castro. Segundo as investigações, a droga estava escondida no forro do teto, próximo ao espaço de check-in, e teria como destino outros estados brasileiros por meio de voos comerciais.

Cinco dias depois, em 15 de fevereiro, mais 2,075 quilos de cocaína foram apreendidos no mesmo aeroporto. Para os investigadores, os dois carregamentos faziam parte de uma mesma estrutura criminosa responsável por obter, armazenar, preparar e enviar os entorpecentes para fora do Acre.

Além do transporte da droga, o grupo teria utilizado documentos falsificados para facilitar as viagens e dificultar a identificação dos envolvidos. Ao longo da investigação, foram localizadas pelo menos dez Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) digitais falsificadas, que, conforme a denúncia, teriam sido usadas na compra de passagens, realização de check-in, entrada em áreas restritas e embarque.

Os investigadores também encontraram registros de viagens vinculados aos dados falsificados, indicando que a documentação teria sido utilizada para viabilizar o deslocamento dos responsáveis pelo transporte dos entorpecentes.

Os nove denunciados respondem, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa, falsificação e uso de documentos falsos e falsidade ideológica.

Com a apresentação da denúncia, o processo será analisado pela Justiça. O MPAC também pediu que as provas reunidas no caso possam ser compartilhadas com outros órgãos responsáveis pela investigação e persecução penal.

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