MPF aponta risco sanitário e defende abate de lhamas resgatadas no Acre
O Ministério Público Federal (MPF) mudou de posicionamento e passou a defender o abate sanitário das lhamas e alpacas que permanecem no Acre após serem apreendidas pela fiscalização.
As informações foram divulgadas pelo programa “Café com Notícias”, da TV5. A mudança de entendimento ocorreu após novos dados técnicos serem incluídos no processo que discute o destino dos animais.
Os animais são considerados suscetíveis à febre aftosa, doença que pode representar risco para o rebanho bovino.
Segundo o Ministério da Agricultura, as lhamas e alpacas não possuem documentação sanitária suficiente para comprovar a procedência, a entrada regular no Brasil e o histórico de saúde. A ausência dessas informações impede, segundo o órgão, que o risco de introdução ou transmissão de doenças seja completamente descartado.
Uma vistoria realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) não identificou sinais clínicos de doenças infecciosas nos animais. Ainda assim, o Ministério da Agricultura considera que a avaliação visual não é suficiente para eliminar o risco sanitário.
Antes da indicação pelo sacrifício sanitário, outras alternativas chegaram a ser discutidas. Entre elas estavam a devolução dos animais, a exportação e a realização de um período de quarentena.
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Apesar do novo posicionamento do MPF, o sacrifício dos animais não está definido. A decisão sobre o destino das lhamas e alpacas caberá à Justiça Federal.