Município vai precisar de 15 anos para se recuperar de cheia, diz prefeito de Brasileia

Por Suporte 23/03/2015 às 13:17

prejuízos

Após a cheia histórica do Rio Acre, que devastou a cidade de Brasileia, distante 232 quilômetros da capital, e desabrigou mais de 600 famílias, a prefeitura estima que vai precisar de ao menos 15 anos para recuperar o município. De acordo com o prefeito da cidade, Everaldo Gomes, o prejuízo estimado é de mais de R$ 35 milhões. De acordo com a Defesa Civil Estadual, o nível do rio está com 5,05 metros, segundo medição realizada nesta sexta-feira (20). Mais de 35 famílias permanecem em dois abrigos públicos na cidade.

A cidade foi 100% atingida pelas águas e ficou 80% submersa durante a enchente. Dos 16 bairros da cidade, 12 foram completamente atingidos pelo maior desastre natural da histórica do Rio Acre no município, que registrou 15,46 metros, no dia 24 de fevereiro. Ao menos 12 quilômetros de ruas ficaram invadidos pelas águas do rio. Segundo Gomes, mais de 80 casas foram destruídas ou estão condenadas pela Defesa Civil. O Centro comercial de Brasileia foi 100% afetado e o prejuízo estimado é de mais de R$ 7 milhões.

“Vamos precisar de ao menos 15 anos para reerguer a cidade, até porque grande parte está em área de risco. Muitas ruas foram completamente destruídas. Casas, pontos comerciais, prédios públicos, quadras e praças, tudo foi afetado. Para recuperar é uma tarefa a longo prazo, o prejuízo foi enorme para nossa cidade”, lamenta o prefeito.

Segundo o gestor, o valor de R$ 701 mil que vai ser repassado pelo Governo Federal está muito abaixo do que é necessário para recuperar a cidade.

“O recurso da União ainda não está na conta, só foi publicado no Diário Oficial. Esse valor é insuficiente até para pagar os gastos com a limpeza da cidade. Estamos com equipamentos trabalhando na limpeza das ruas e casas, na esperança de que esse recurso chegue ao menos para pagar o serviço”, fala.

O nível do Rio Acre começou a dar os primeiros sinais de vazante no dia 25 de fevereiro. O cenário é de destruição, segundo Gomes, ainda há muita lama, desmoronamento e entulhos. O Centro comercial ficou fechado durante um mês e a população tenta recomeçar.

“Mais de cinco praças e quadras ficaram destruídas. Além disso, toda a iluminação pública da cidade está comprometida. Todos os prédios públicos foram afetados, tanto os estaduais, municipais e federais. O tempo para recuperar tudo vai depender do repasse do governo federal, estadual e municipal. Vamos ter que fazer um novo Plano Diretor, para propor alternativas e soluções”, acrescenta o prefeito.

Conteúdo Original / Fonte: A Tribuna

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