“Não adianta eu querer ser o Rocha”, diz Gonzaga sobre liderança do PSDB na Aleac

Por Suporte 30/03/2015 às 18:07

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gonzaga250315Depois de ser derrotado nas urnas em 2010, o tucano Luiz Gonzaga retomou em fevereiro último a cadeira de deputado estadual. Desde sua saída para cá pouca coisa mudou no funcionamento da Assembleia Legislativa. O governo continua com ampla maioria e ele permanecerá na oposição. Agora ele lidera o PSDB, que no período de sua ausência da vida pública tornou-se a principal referência de oposição no Acre, deixando o PT sempre contra parede em eleições acirradas.

Gonzaga assume o posto deixado pelo agora deputado federal Wherles Rocha, famoso por travar embates de “vida e morte” com o governo Tião Viana. Sobre este vácuo, ele afirma que terá seu próprio estilo de fazer oposição, diferente do tucano antecessor, mas sem deixar de cumprir a função para a qual foi eleito. Uma de suas propostas é levar o PSDB para dentro do exercício do mandato.

ContilNet Notícias: O senhor assumiu a função de líder do principal partido de oposição no Acre. Desde 2010 o PSDB tem esta vanguarda e reproduz no Acre a mesma polarização nacional entre tucanos e petistas na briga pelo poder. Como o senhor se sente diante desta liderança dentro da Assembleia Legislativa?

Luiz Gonzaga: Esta é uma função dura, mas também uma função consequente. O nosso papel de oposição dentro da Assembleia será cumprido à risca. Para isso temos buscado informações junto ao governo estadual e federal para termos as munições necessárias para o bom embate. Nosso mandato também buscará diálogo com os vários segmentos da sociedade para apresentarem suas propostas. Isso serve para falarmos não somente no nosso nome, mas também daquelas que pensam o Acre. Buscaremos o diálogo com os diversos segmentos da sociedade, dos ribeirinhos aos produtores rurais, para que a Assembleia seja uma caixa de ressonância do cidadão, vamos trazer o sentimento das ruas.

ContilNet Notícias: Com o governo tendo ampla maioria, e sempre fazendo prevalecer seus interesses em detrimento dos da sociedade, é possível canalizar para dentro do Parlamento este “sentimento das ruas”?

Gonzaga: Certamente. Se nós tivermos uma oposição que trabalhe em conjunto, onde toda a bancada [oposicionista] busque as informações, e um deputado ajudando o outro neste embate, nós teremos condições de fazer uma oposição muito forte, de uma atuação muito produtiva e positiva. Nós precisamos agir e desde agora, não podemos mais esperar.

ContilNet Notícias: E como o senhor representará o PSDB dentro do Legislativo?

Gonzaga: Nós estamos trazendo algumas pessoas de dentro do partido para colaborar com o mandato. Teremos reuniões frequentes entre o gabinete e a direção do PSDB para definirmos a nossa linha de atuação. Nós do PSDB teremos uma alinhamento de atuação, e defendo que ele também se dê com os outros partidos de oposição para que possamos ter discursos numa só direção, para não sermos uma metralhadora desgovernada. Isso fará com que a oposição saia fortalecida e respeitada diante da sociedade acreana.

ContilNet Notícias: O senhor assume a função de líder do PSDB no lugar do agora deputado federal Wherles Rocha, que teve seu mandato marcado pela polêmica de fazer uma oposição acirrada ao Palácio Rio Branco. Como será sua linha em comparação com o antecessor?

Gonzaga: O Rocha tem o estilo dele e eu tenho o meu estilo. Não adianta eu querer ser o Rocha. Eu estou aqui para ser eu. Isso, porém, não quer dizer que não serei uma oposição dura. Eu farei o papel que o Rocha fez, mas dentro da minha forma. E passados estes quatro anos a sociedade saberá reconhecer o meu trabalho que foi desenvolvido, representando o PSDB e a sociedade como um todo.

Conteúdo Original / Fonte: Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

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