cada uma!
“O Acre vai morrer afogado?”. Foi com esta pergunta que a jornalista e escritora brasileira Dad Squarisi começou uma nota em um material publicado no Jornal do Comércio sobre ortografia e gramática. No texto, ela usa a tragédia que os acreanos estão vivendo para dar aulas de português.
“O estado, que sofre a maior cheia em 132 anos, virou notícia. Com as manchetes pintaram duas dúvidas”, diz Dad em outro trecho. A partir daí, a ‘aula’ começa.
“Uma delas: qual o adjetivo pátrio de Acre? É acriano. Assim mesmo, com i. A outra: por que enchente se grafa com ch? Em português, impera esta regra — a família fica acima de tudo. Daí porque cheio, encher, enchente”, publica a jornalista em sua coluna.
Ela conclui dando mais dicas.
“Se a família está fora da parada, cessa tudo o que a música antiga canta. Entra em cartaz a norma que manda escrever x depois de en: enxada, enxofre, enxugar, enxoval, enxame, enxaqueca”.
Dad Abi Chahine Squarisi é jornalista e escritora. Cursou Letras na UnB (Universidade de Brasília), fez especialização em Linguística e mestrado em Teoria da Literatura. Foi professora de língua portuguesa e literatura brasileira em todos os níveis de ensino. Lecionou as mesmas disciplinas em centros de estudos brasileiros no exterior e no curso de formação de diplomatas – Instituto Rio Branco (MRE).
É editora de Opinião do Correio Braziliense e comentarista da TV Brasília, ambos dos Diários Associados, e professora de edição de textos do Centro Universitário de Brasília. Assina a coluna Dicas de Português, publicada em 15 jornais do país. Participa de bancas examinadoras de concursos e ministra palestras sobre comunicação e expressão oral e escrita.