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Wania Pinheiro

O maior cabo eleitoral de Mazinho pode estar justamente na Prefeitura

Por Wania Pinheiro, ContilNet 31/08/2026 11:49
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Mazinho Serafim é mesmo um sujeito difícil de derrubar. O homem sofreu uma trombose grave, passou por cirurgia, ficou internado e ainda está se recuperando. Mas, pelo visto, repouso não combina muito com ele.

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Mal saiu do hospital, já voltou para o que mais gosta: política.

Quem esperava encontrar Mazinho deitado, quietinho, tomando os cuidados recomendados pelos médicos, pode tirar o cavalinho da chuva. O ex-prefeito já está em campo, telefonando, conversando, articulando e, principalmente, pedindo votos para tentar conquistar uma cadeira na Câmara Federal no próximo ano.

É o famoso “duro de morrer”. Ou, dependendo do adversário, “duro de matar”.

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Em Sena Madureira, terra onde Mazinho construiu uma das mais fortes carreiras políticas do Acre, os comentários são de que ele continua com uma máquina eleitoral respeitável. E há quem diga que, neste momento, o ex-prefeito ganhou até um cabo eleitoral que talvez nem estivesse planejando ser tão eficiente.

O nome dele? O atual prefeito de Sena Madureira.

Segundo o empresário Daniel Herculano, ouvido por esta colunista, o prefeito teria conseguido juntar uma penca, ou melhor, várias pencas, de adversários desde que assumiu o cargo.

“Estamos todos empenhados na campanha do nosso líder Mazinho, mas hoje o maior cabo eleitoral dele é o prefeito de Sena, que, depois que assumiu o cargo, arranjou pencas e mais pencas de inimigos”, dispara Daniel.

Na política, como se sabe, não existe publicidade negativa. Dependendo da situação, até inimigo pode acabar fazendo campanha para você.

Mazinho conhece esse caminho como poucos.

Foi deputado estadual, prefeito de Sena Madureira por dois mandatos e construiu ao longo dos anos uma rede política que ultrapassa as fronteiras do município. Ajudou a eleger a irmã, Marileide Serafim, e a esposa, Meire Serafim, deputadas estaduais. Meire, atualmente deputada federal, chegou à Câmara também com o apoio decisivo do marido.

Agora, o próprio Mazinho quer fazer o caminho de volta para Brasília.

E parece estar com pressa.

Mesmo ainda convalescendo de uma cirurgia delicada, o ex-prefeito já tem gente espalhada pelos municípios do Acre pedindo votos noite e dia. É uma tropa de aliados, lideranças e cabos eleitorais que não parece disposta a esperar a recuperação completa do chefe para começar a trabalhar.

Mazinho, pelo jeito, segue aquela velha máxima da política: quem tem voto não pode deixar o voto esfriar.

E, enquanto ele se recupera fisicamente, sua estrutura política continua funcionando a todo vapor.

Faltam pouco mais de trinta dias para a eleição. Se depender de Mazinho e de seu exército eleitoral, ninguém poderá dizer que ele entrou atrasado na corrida.

A trombose quase o tirou de circulação.

A política, definitivamente, não conseguiu.

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