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Operação Colapso: facção recebia mensalidade para manter bocas de fumo

Por Redação ContilNet 24/08/2026 11:58
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Centenas de pessoas estão pagando mensalidades a uma organização criminosa para manter em funcionamento pontos de venda de drogas, conhecidos popularmente como “biqueiras”. O esquema foi identificado durante as investigações que deram origem à Operação Colapso, deflagrada nesta segunda-feira (24) pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e pela Polícia Militar.

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Os detalhes da operação foram apresentados durante uma coletiva de imprensa realizada no Comando-Geral da Polícia Militar, em Rio Branco. Participaram da coletiva o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Júlio César, e a comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata.

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Segundo o promotor, a Operação Colapso é resultado de um trabalho investigativo construído a partir de apreensões realizadas em ações anteriores contra líderes da organização criminosa. Os materiais recolhidos nessas operações permitiram aos investigadores identificar, com mais detalhes, o funcionamento da estrutura.

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“Como eu disse, todas estão interligadas. Então ela já é fruto de apreensão de materiais de líderes anteriores. Então, a partir disso, nós conseguimos identificar essa riqueza de detalhes”, afirmou Júlio César.

Entre os detalhes identificados está justamente o pagamento de mensalidades à organização criminosa. Segundo o coordenador do Gaeco, centenas de pessoas estão pagando mensalidades para manter ativos os pontos de venda de drogas.

“São centenas de pessoas pagando mensalidade para a organização criminosa”, destacou o promotor.

A Operação Colapso também atingiu integrantes da facção que já estavam dentro do sistema prisional. Para Júlio César, esse é um dos pontos mais importantes da ofensiva, já que a prisão anterior dos investigados não impede a expedição de novas ordens de prisão.

Até o momento, 25 mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados./Foto: ContilNet

Segundo o promotor, o crime de integrar organização criminosa tem caráter permanente, o que permite que novas prisões sejam realizadas mesmo contra pessoas que já se encontram recolhidas.

“Nós aproveitamos esse momento e já realizamos novas prisões dentro do próprio presídio”, ressaltou.

As ações também resultaram na apreensão de munições, drogas e dinheiro em espécie. Entre os valores encontrados durante o cumprimento dos mandados, foi apreendida uma quantia de aproximadamente R$ 15 mil.

A Operação Colapso foi deflagrada nas primeiras horas desta segunda-feira e teve como alvo integrantes de uma organização criminosa com atuação no Acre. Ao todo, foram expedidos 75 mandados judiciais, sendo 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão.

As diligências ocorreram simultaneamente em Rio Branco, Porto Acre e Sena Madureira, além de Goiânia, em Goiás, e do presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC). Cerca de 100 policiais militares, além de promotores de Justiça e servidores do MPAC, participaram da ofensiva.

Até o momento, 25 mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados apontados como integrantes da organização e que teriam funções ligadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios.

O nome Operação Colapso faz referência ao impacto esperado com a ofensiva, que busca atingir diferentes núcleos da organização criminosa e provocar uma queda em sua estrutura de atuação, inclusive entre integrantes que continuariam exercendo influência de dentro do sistema prisional.

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