Padrasto é preso por abusar dos próprios enteados de 2 e 4 anos
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), prendeu nesta quarta-feira (12) um homem acusado de praticar abusos sexuais e atos libidinosos contra os próprios enteados. A prisão ocorreu no ramal do Sinteac, em Rio Branco.
Segundo a Polícia Civil, o homem responde a dois processos distintos na Justiça do Acre, envolvendo diferentes vítimas e períodos. Os casos têm em comum a relação de padrasto mantida pelo acusado com as crianças e adolescentes.
Em um dos processos, o homem foi denunciado por atos sexuais praticados contra uma adolescente entre 2017 e 2019. Conforme os autos, ele se aproveitava do período noturno, quando a mãe da vítima estava dormindo ou ausente, para cometer os abusos.
A denúncia também mencionava um episódio ocorrido em 2011, envolvendo outra criança. Nesse caso, porém, o acusado foi absolvido.
Pelos crimes praticados contra a adolescente, o homem foi condenado a 14 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, em regime fechado. A condenação transitou em julgado e, em maio de 2025, a Justiça certificou que restava apenas o cumprimento do mandado de prisão definitiva.
O segundo processo tramita na 2ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco e trata de fatos ocorridos em setembro de 2021. De acordo com o Ministério Público, o acusado teria praticado atos libidinosos contra duas meninas, de 4 e 2 anos, além de submetê-las a maus-tratos.
Como estava em local incerto e não sabido, o homem foi citado por edital, mas não apresentou defesa. Diante da situação, o Ministério Público pediu a prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a produção antecipada de provas.
O mandado foi expedido pelo Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) em 21 de julho de 2026.
Após ser localizado e preso pela equipe da Decav nesta quarta-feira, o homem foi colocado à disposição do Poder Judiciário. Ele deverá iniciar o cumprimento da pena definitiva e permanecerá à disposição da Justiça para o andamento da nova ação penal.