Perícia busca causa de incêndio que destruiu mercado e atingiu casas
A Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros realizam neste sábado (5) uma perícia no mercado destruído por um incêndio de grandes proporções no bairro Boa Vista, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco. As equipes também vistoriaram imóveis próximos que sofreram possíveis danos estruturais provocados pelas chamas.
O incêndio começou por volta das 4h de sexta-feira (4) e destruiu completamente o estabelecimento. Inicialmente, surgiu a suspeita de que um curto-circuito pudesse ter provocado as chamas, mas os Bombeiros ainda não confirmaram a causa e não descartam outras possibilidades.
O combate durou mais de dez horas e mobilizou os três batalhões do Corpo de Bombeiros na capital. Ao longo da ocorrência, foram utilizados mais de 130 mil litros de água para controlar o fogo.
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Pelo menos dez casas foram atingidas pela ocorrência. Não houve registro de pessoas feridas, mas sete famílias precisaram deixar temporariamente os imóveis por segurança. Cinco delas puderam retornar após as residências serem avaliadas e receberem ventilação para eliminar a fumaça acumulada.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, uma das possibilidades analisadas pelos investigadores é que o incêndio tenha começado a partir de um problema na rede elétrica.
“Mas a gente precisa verificar. E também a perícia precisa ser imediata para não ter violação do cenário. A partir do momento que o cenário fica comprometido, é mais difícil detectar as causas primárias de onde iniciou o incêndio”, explicou ao G1.
De acordo com Falcão, a perícia será concentrada inicialmente no mercado, onde os investigadores tentarão identificar o ponto de origem das chamas. Já a área atingida posteriormente pelo fogo e pela fumaça será considerada em uma etapa secundária da avaliação.
Além de tentar esclarecer a causa do incêndio, as equipes também verificam as condições estruturais dos imóveis atingidos para determinar quais apresentam condições seguras de ocupação.
Duas casas são consideradas inabitáveis
O coordenador da Defesa Civil informou que duas das residências atingidas apresentam danos estruturais que impedem, neste momento, o retorno dos moradores.
“Duas dessas residências estão impossíveis de habitar novamente, pois têm danos estruturais e essas pessoas precisam ficar fora das residências”, afirmou.
As outras cinco famílias retiradas inicialmente puderam voltar para casa após os imóveis serem preparados. Segundo Falcão, o principal risco nesses casos estava relacionado à fumaça tóxica produzida durante o incêndio.
“Tiveram outras residências afetadas com a interrupção de energia, mas especialmente essas sete nós retiramos para a segurança e ficaram sendo avaliadas o dia. O que representava mais risco para as cinco famílias que retornaram era a questão da fumaça tóxica, então, com a ventilação e preparação dos imóveis, os moradores puderam voltar”, disse.
Mesmo após o retorno, as famílias continuam sendo acompanhadas pela Defesa Civil.
Energia foi restabelecida
A Energisa Acre informou que o fornecimento de energia elétrica na região afetada pelo incêndio foi restabelecido por volta das 20h30 de sexta-feira.
A perícia realizada neste sábado deve ajudar a esclarecer a origem do incêndio e apontar a extensão dos danos provocados pelo fogo no estabelecimento e nos imóveis vizinhos.
As informações são do G1 Acre.