Quase 90% da Resex Chico Mendes segue preservada, diz pesquisa
Uma pesquisa desenvolvida por estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) aponta que a Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex) mantém mais de 89% de sua cobertura florestal preservada, apesar do avanço do desmatamento em áreas próximas à unidade de conservação.
O estudo, intitulado “Reserva Extrativista Chico Mendes: Entre a Conservação e o Desmatamento na Amazônia Sul-Ocidental”, analisou a distribuição das áreas desmatadas dentro da reserva e em uma faixa de 10 quilômetros no entorno.
A pesquisa foi desenvolvida por Karla da Silva Rocha, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, e Andréa Alechandre, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, além dos estudantes Osmar Philipe Barbosa Farrapo, bolsista Pibic/CNPq; Wilcilene da Silva Carneiro, bolsista Pivic; Luana Beatriz Silva Sarmento e Leonardo Hadad de Oliveira.
Os dados mostram diferenças na forma como o desmatamento ocorre dentro e fora da reserva. Segundo o estudo, a Reserva Extrativista Chico Mendes mantém mais de 89% de sua cobertura florestal preservada. No interior da Resex Chico Mendes, aproximadamente 10% da área analisada apresenta desmatamento, concentrado principalmente em pequenas clareiras espalhadas pelo território, padrão relacionado pelos pesquisadores a atividades extrativistas de menor impacto.
Já na faixa de 10 quilômetros ao redor da unidade, o percentual de desmatamento é de aproximadamente 9%. Apesar da proximidade entre os números, os pesquisadores destacam que a distribuição das áreas desmatadas é bastante diferente.
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Fora da reserva, a retirada da vegetação aparece de maneira mais concentrada, formando áreas maiores e contínuas, principalmente ao longo de ramais e rodovias.
O estudo identificou ainda pontos de maior pressão nas proximidades de Xapuri e Brasileia, onde o avanço da atividade agropecuária se aproxima das bordas da unidade de conservação. Dentro da Resex, por outro lado, as áreas abertas aparecem de maneira mais fragmentada e dispersa.
O trabalho foi apresentado durante o 6º Simpósio de Modelagem de Sistemas Ambientais e Gestão da Paisagem e o 1º Simpósio de Estudos Territoriais, realizados em dezembro de 2025, com o tema “O Território em Disputa: Perspectivas e Possibilidades Analíticas”.
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