Uma pesquisa inédita realizada em Rio Branco trouxe números preocupantes sobre a violência contra a mulher na capital acreana. O levantamento aponta que mais de 10 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica nos últimos 12 meses, evidenciando a dimensão do problema na cidade.
De acordo com os dados, 7,3% das mulheres entrevistadas relataram ter sofrido algum tipo de agressão dentro do ambiente familiar ou em relacionamentos recentes. A pesquisa estima que esse percentual corresponde a cerca de 10.494 moradoras da capital.
A Pesquisa de Vitimização foi encomendada pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e realizada pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), com apoio da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino e Pesquisa Universitária no Acre. O levantamento ouviu 800 moradores de Rio Branco com mais de 16 anos, entre os dias 24 de fevereiro e 6 de abril deste ano.
O estudo também mostrou que a violência contra a mulher não é um fato isolado. Ao longo da vida, 18,4% das entrevistadas afirmaram já ter passado por situações de violência doméstica. Além disso, 5,8% disseram ter sido obrigadas a manter relações sexuais contra a própria vontade em algum momento.
Em quatro de cada cinco casos, os responsáveis eram pessoas que mantinham ou já mantiveram relacionamento afetivo com a vítima. Os ex-companheiros aparecem na liderança, ligados a metade das ocorrências registradas, enquanto os parceiros atuais representam 30% dos casos.
Conforme destacado na pesquisa, o estado registrou em 2025 a maior taxa de feminicídios do país, reforçando o alerta para a necessidade de ações de prevenção e proteção às mulheres.
O objetivo foi compreender como a população percebe a segurança pública e mapear situações de violência vividas pelos moradores das dez regionais da capital. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
