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“Pesquisa para mim não vale nada”, diz Bocalom após aparecer em 3º lugar

Por Matheus Mello, ContilNet 04/08/2026 09:40 Atualizado em 04/08/2026 09:54
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O pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom (PSDB), minimizou os resultados das mais recentes pesquisas de intenção de voto divulgadas para a disputa estadual. Durante sabatina promovida pelo ContilNet nesta segunda-feira (3), o ex-prefeito de Rio Branco afirmou que não acredita nos levantamentos eleitorais e relembrou campanhas anteriores em que, segundo ele, os institutos erraram as projeções.

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Na última pesquisa Real Time Big Data, divulgada na semana passada, Bocalom aparece em terceiro lugar na disputa pelo Palácio Rio Branco, com 17% das intenções de voto no cenário estimulado, atrás do senador Alan Rick (38%) e da governadora Mailza Assis (28%).

Ao comentar os números, o tucano disse que já viveu situações semelhantes em outras eleições e acabou obtendo resultados diferentes nas urnas.

“Pesquisa, para mim, não vale nada. Se eu fosse dar bola para pesquisa, eu não teria sido candidato em 2010. Diziam que o Jorge Viana era imbatível. No sábado antes da eleição, a pesquisa mostrava 63% para ele e 37% para mim. Quando abriu a urna, a diferença foi de apenas meio ponto percentual”, afirmou.

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Bocalom também relembrou as disputas pela Prefeitura de Rio Branco em 2020 e 2024. Segundo ele, os levantamentos indicavam vantagem de outros candidatos, mas o resultado das urnas foi diferente.

 

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“Em 2020 diziam que quem ganhava a eleição era o professor Minoru. Faltando 40 dias eu era o quarto colocado. Depois quase ganhei no primeiro turno. Em 2024 foi a mesma coisa. Diziam que o Marcos Alexandre ia ganhar fácil e as pesquisas mostravam isso. Mas o Bocalom ressurgiu das cinzas de novo”, declarou.

O pré-candidato afirmou ainda que sua percepção nas ruas não corresponde aos números apresentados pelos institutos de pesquisa.

“Pesquisa para mim é o dia da urna. Basta eu descer do carro que não consigo andar. As pessoas vêm me abraçar, tirar foto e dizer que vão votar em mim. Eu não entendo essas pesquisas. Acho que são feitas dentro dos palácios, onde interessa para cada um”, disse.

Veja a entrevista na íntegra:

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