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O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) estava na van que foi apedrejada, por volta de meio dia (horário de Brasília), no acesso à cidade de Caracas, na Venezuela, durante missão oficial para visitar Leopoldo Lopes, líder da oposição no país, preso após convocar os estudantes para as manifestações e por incitá-los a acabar com o governo do presidente Nicolas Maduro.

Oito senadores estavam dentro da van: José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e José Medeiros (PPS-MT).
A comitiva está incomunicável e corre risco de sofrer violência por parte da polícia bolivariana. Alguns parlamentares tratam o assunto como sequestro, em sessão convocada às pressas na Câmara Federal. Os telefones do senador acreano estão fora de área. O carro foi sitiado e quebrado.
O senador Ronaldo Caiado foi o único a conseguir acesso ao Facebook. “E”Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo. Estou tentando contato com o presidente Renan. Filmei o apedrejamento que fizeram contra nosso ônibus, mas o sinal de internet é ruim. O embaixador do Brasil na Venezuela nos recebeu no aeroporto e foi embora. Agora estamos sendo agredidos e não tem representante do governo”, escreveu.
Os senadores chegaram em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e foram informados que não poderiam chegar ao presídio por conta de protestos ao longo do caminho. Ainda assim, seguiram viagem.
O ônibus foi atacado 1 quilômetros da saída do aeroporto, onde 100 manifestantes já aguardavam armados de paus e pedras, além de armas de fogo. O chanceler do Brasil, que não acompanhou a comitiva, orientou voltar para o aeroporto, o que não foi feito.
– Todos os caminhos estão bloqueados. Um bloqueio que parece ter sido preparado por antecipação, para evitar que tivéssemos acesso ao presídio. Mas viemos manifestar nosso apoio à democracia venezuelana. Não é possível prender alguém por manifestar sua opinião contrária a um governo — declarou o senador José Agripino (DEM-RN).
O Itamaraty tenta convencer o governo venezuelano a dar proteção aos senadores, para que eles cheguem em segurança até o presídio.