Um estudo apresentado pela Fecomércio-AC aponta que a eventual criação de um piso salarial de R$ 6,5 mil para farmacêuticos pode elevar os custos de contratação no comércio varejista de medicamentos do Acre.
O levantamento foi apresentado na última terça-feira (15), em Rio Branco, a representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Acre (Sincofac) e de farmácias.
A análise considera os possíveis efeitos do Projeto de Lei nº 1.559/2021, que propõe um piso nacional de R$ 6,5 mil para profissionais da categoria.
De acordo com os dados da RAIS, havia 448 farmacêuticos com vínculos formais no Acre em 2025. Rio Branco concentrava 254 desses profissionais, o equivalente a 56,69% do total registrado no estado.
LEIA TAMBÉM: Quase 110 mil famílias acreanas estão endividadas, aponta Fecomércio
O estudo também destaca a diferença entre a remuneração média da categoria e o valor previsto no projeto. Em 2025, os farmacêuticos acreanos recebiam, em média, R$ 3.079,27. Caso o piso de R$ 6,5 mil seja estabelecido, a diferença seria de R$ 3.420,73, representando um aumento de aproximadamente 111,09% em relação à média registrada.
Segundo a análise, uma possível elevação dos custos com mão de obra poderia levar empresas a rever contratações, reorganizar equipes e buscar maior produtividade.
O levantamento também aponta a possibilidade de pressão sobre as margens de lucro e de repasses parciais dos custos aos preços, embora a concorrência possa limitar esse repasse ao consumidor.
