Filho foi ministro
Na gestão dos negócios destacou-se também seu filho: Blairo Maggi, que, além de ser um dos acionistas da empresa, foi governador de Mato Grosso por dois mandatos (2003 e 2007), senador e ministro da Agricultura no governo Michel Temer.
O prestígio no agronegócio fez com que Blairo ficasse conhecido como “rei da soja” e fosse considerado pela Forbes uma das pessoas mais influentes do mundo. Fez também com que virasse alvo de críticas de várias entidades ambientais.
Em 2005, o Greenpeace o contemplou com o prêmio Motosserra de Ouro. Anos depois, em 2013, mesmo após forte resistência de parlamentares ligados ao movimento ambientalista, Maggi assumiu a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado.
Em 2016, foi escolhido por Temer para assumir o Ministério da Agricultura, após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ele investigado pela Procuradora-Geral da República (PGR) após delatores da Odebrecht dizerem, em 2017, na Operação Lava Jato, que ele teria recebido R$ 12 milhões durante sua campanha à reeleição em 2006 em troca de apoio à construtora. O então ministro negou, à época, que tivesse qualquer relação com a empresa e seus dirigentes.
Em 2018, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito. Ele atendeu a um pedido feito pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou que a PGR não encontrou provas contra ele e o deputado Zeca do PT, também citado pelos delatores.