Reflexões da corrupção na política no Brasil e Acre (*)

Por Marina, ContilNet 23/03/2015 às 14:11

brasilcorrupcaoIldefonso Menezes

brasilcorrupcaoDomingo, 15, Brasil afora, “Fora Dilma”! E protestos, contra a corrupção na Petrobrás, inflação, etc. É a brava luta de segmentos expressivos da Nação por ética na política. No Brasil, a política sob o império de nefasta corrupção.

A presidente da República, Dilma Rousseff, segunda-feira, 16, em suas primeiras declarações públicas, após os protestos: “a corrupção é uma senhora idosa”. Ou seja, não é de hoje, do governo do PT. Desgostosa essa prosa.

Na quinta feira, 19, sobre o esquema na Petrobrás, FHC: “Isso é um fato novo. Essa corrupção não é uma senhora idosa, é uma mocinha, um bebê quase”. Bem a corrupção…

A corrupção, em geral, é vetusta no Brasil. No 2.o sem/97 o escrevinhador refletia de seu tempo: guerrear a corrupção!

Em viagem à Paulicéia fala disso a um judeu grego, veterano de guerra que lhe conta passagem emblemática, n’além mares, vivida mais de meio século antes, no cessar fogo, na II Grande Guerra, acerca de, no Brasil, o flagelo da corrupção.

O interlocutor havia sido próximo do General Montgomery, comandante-em-chefe das Tropas Aliadas. O ilustre inglês, conhecedor de que o grego não retornaria à terra natal, ao se despedirem, indaga-lhe o destino: o Brasil! Por que? Meu irmão gostou, me chamou, e eu vou. Você não deveria ir para a América Latina. É demais a corrupção.

Era presidente da República, FHC, da corrupta aprovação da emenda da reeleição no Congresso por 30 (trinta) moedas – corrupção impune, sem investigação.

O Fora Collor foi liderado por LULALAU. FHC: “impeachment é como bomba atômica, serve para dissuadir, não para usar”. Collor foi destituído do poder sem maiores turbulências. E FHC se dizia contra o impeachment de Collor.

Mas nem tanto…, porquanto, com carta branca, assume o Ministério da Fazenda; cria o Plano Real, e enjaula o “tigre da inflação”, isso no governo Itamar Franco, que sucedia Collor.

As eleições presidenciais desde a sucessão de Itamar Franco veem se polarizando: FHC, peessedebistas, versus LULALAU, petistas. Sem dificuldades, como na vitória de Collor em cima de LULALAU, FHC, derrota o último no 1o turno. O que se repete na reeleição de FHC.

Aos (e)leitores nesse sítio a sábia lição de John Kennedy: “não sei a fórmula do sucesso, a do fracasso é tentar agradar a todos”. Pedro Simon (PMDB-RS), enciclopédia da política nacional: o Itamar Franco sabia dizer não; não o FHC.

O que contribui para o desajuste fiscal, negado no momento da reeleição de FHC; e a crise vem a tona logo no início do 2o mandato (1999-2002). Daí o desprestígio de FHC.

Entretanto o “Fora FHC”, lógico, liderado por LULALAU, não prospera. Conquanto atingido pela inevitável avalanche da maxidesvalorização do R$ o governo tucano tinha sólido apoio no Congresso, e os protestos nas ruas não eram tão fortes contra FHC.

LULALAU (r)eleito. No início do 1o mandato o mercado inseguro; e o US$ nas alturas. Palocci, no Ministério da Fazenda, Meirelles (PSDB), no Banco Central, para dar credibilidade à política econômica. Os fundamentos econômicos dos petistas iguais os dos tucanos sossegam o mercado. Com o mensalão o Fora LULALAU. Contrário FHC.

O impeachment é difícil, mas civilizado; concomitantemente é ferramenta jurídica e política. No “Fora Dilma” opositores contrários o são por conveniência, não convicção, a exemplo de Marina Silva, e outros aliados de FHC (Fora Dilma! – Reflexões da “democracia” no Brasil no portal) (**).

Dilma perdeu o apoio no Congresso e nas ruas. O Datafolha quarta-feira, 18, reprovação de Dilma: 62%. Collor: 68%. O (e)leitor há de convir: o ex-presidente Collor (Fiat Elba, PC Farias, etc.) era mero ladrão de galinha…, comparado a LULALAU/Dilma – “Men$alão”, “Petrolão” e tanta corrupção. (**).

No Brasil, os adeptos de secular socialismo – enterrado em plagas onde foi concebido, e insepulto noutras –, levantam essa sua bandeira rota; e o querem em substituição ao capitalismo. No socialismo a classe dominante, dirigente, é privilegiada. Seria até mais bem dotada… Tem mais direitos, e não só deveres como os demais nacionais. Conversa pra boi dormir. E só dão com os burros n’água. Economia não é movida por ideologia. Churchill: “a democracia é o pior dos regimes, à exceção dos demais”. Não há opção.

Na tentativa de inibir as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, tido como “violência e golpismo” pelo petismo, liderado por LULALAU, habitual promotor de incitamentos à violência (contra a “burguesia”) – e isso é crime! –, o último, num ato “em defesa” da Petrobrás, no Rio de Janeiro convocou o “exercito” de mercenários do “companheiro” e integrante informal do governo do PT, João Pedro Stédile do mst, que é bancado com o dinheiro público.

Em seguida à “fala” de LULALAU a invasão do mst a centro de pesquisas com a destruição de mudas de eucalipto. A presidente defende o direito às manifestações políticas no Brasil, com a ressalva: contra atos de “violência”… Mas, de novo, se calou com a selvageria do mst. A generosidade do PT com o mst tem preço. Em 2014, o protesto na Praça dos Três Poderes contra a prisão da antiga cúpula do PT no escândalo do mensalão; e cuja repercussão seria moralismo, não senso de moralidade pública no trato do dinheiro público.

Rui Barbosa no STF: “Fora da lei não há salvação”. De Gaulle: “O Brasil não é um país sério”. Aqui não falta terra aos brasileiros “sem terra”. O Estado, gigantesco latifundiário de terras, desguarnecidas e pilhadas. Na Amazônia Legal, 2/3 do Brasil, 4/5 domínio público. No 1/5 no domínio privado reserva legal (inédita no mundo) 80% (sic). Triste situação.

A evolução da democracia no Brasil requer a distribuição de parte desse brutal latifúndio estatal improdutivo à gente. E além de incessante combate à corrupção, reformas: política, tributária etc., a guerrear a corrupção.

(Des)Governos no Acre (no site). Em Rio Branco, as “Ruas do Povo”, “asfaltadas” nas últimas eleições não resistem às chuvas de “inverno”; as águas as desmancham. Nos balcões do comércio o comentário corrente: empresários desativam seus negócios ante a carga tributária exorbitante. Texto do autor na ressaca das derradeiras eleições desnuda quadro dantesco de caótica corrupção (A reeleição de Sebastião Viana (PT) e a derrota da democracia no Acre (***).

 

(*) Ildefonso de Sousa Menezes, produtor rural, 65; 41 no Acre. É Advogado do Brasil (filiado ao PMDB, em 2001).

 

(***) A reeleição de Sebastião Viana (PT) e a derrota da democracia no Acre.

Sebastião Viana (PT), governador do Acre, meses atrás, era entrevistado no Roda Viva (TV Educativa) em face a celeuma da entrada de haitianos, etc., no Brasil pela fronteira do Acre. O deslocamento deles facilitado a São Paulo pelo governo acreano, sem acordo, e aviso prévio, provoca reação do governo paulista. O governador do Acre, de modo infundado e infeliz, a tapar o sol com a peneira, diz asneira: taxa os “paulistas” de preconceito contra o Acre…

Falta emprego até a tão poucos acreanos, quanto mais a tantos haitianos…

Sebastião Viana, nesse programa de repercussão nacional, frisou o Bispo Dom Moacyr Grechi, e Lula (LULALAU): suas referências intelectuais…

Em entrevista, Dom Moacyr, marcou posição em favor da alternância de poder – sob quaisquer circunstâncias!

O governador acreano, ávido à reeleição, se lixou à referência de Sua Eminência.

Se o tivesse feito teria renunciado postulação à reeleição, em favor da oposição. Ou não? Mas,não quis largar o osso…

Enfim, as urnas decidiram e pernóstico vianismo emplacará 20 (vinte) anos…

Ultra questionado de 16 (dezesseis) anos do vianismo no governo do Acre, Sebastião Viana, tem dito: quando o PT, em 1999, através seu irmão, Jorge Viana, assumiu o governo do Acre, a oposição estaria no poder há 20 (vinte anos) (sic).

É preciso tentar “refrescar” a memória de Sua Excelência.

Atrás, no tempo, 20 (vinte) anos:1994. Ano da primeira eleição disputada em segundo turno ao governo do Acre – presentemente, a segunda edição.

Sebastião Viana (PT) é derrotado em primeiro turno por Orleir Cameli (PFL) e Flaviano Melo (PMDB). No segundo turno apoia o primeiro, o governador.

Subtraídos de 1999, 20 (vinte) anos, remonta-se aos idos de 1979. Governador do Acre, Joaquim Falcão Macedo, indicado pelo regime militar.

Macedo – irmão da mãe do governador, Sebastião Viana. Elias Mansour Simão Filho, chefe do Gabinete Civil – irmão da mulher de Macedo, o governador de fato. Macedo, rainha da Inglaterra. Os Macedo, Viana, Mansour e sucessores muitíssimo próximo$. Até hoje…

Em 1983, governador do Acre, Nabor Teles da Rocha Jr. (PMDB), o primeiro governador acreano, eleito pelo voto popular!

E com o apoio velado de Macedo e Wildy Viana das Neves – pai do governador, Sebastião Viana – e correligionários contrários ao candidato derrotado do regime, Jorge Kalume, do PDS, sucedâneo da ARENA…

Partido de Wildy Viana, deputado federal pelo PDS, em 1982.

Em 1987, Flaviano Melo (PMDB), sucede o governo Nabor Jr. Os Viana no PMDB. Wildy Viana, secretário da Agricultura; Jorge Viana, presidente da FUNTAC…

De efeito, o fato de Mauro Bittar, irmão de Márcio Bittar, ter sido secretário de Planejamento no governo, Flaviano Melo, não desconstitui a evidente participação de Wildy Viana e Jorge Viana, etc., neste mesmo governo.

Ao depois, por conveniência política autocrática os Viana se assenhoram do PT…

Jorge Viana, disputa o governo do Acre – derrotado por Edmundo Pinto, eleito governador do Acre, em 1990. Em 1992, é eleito prefeito do Rio Branco (sucede a Jorge Kalume).

Fora LULALAU e chega de Viana; é 45, no Acre e no Brasil! Facebook: Ildefonso Menezes, consigna:

(…) No governo desenvolvimentista de Edmundo Pinto, opinião ao IMAC da madeira das castanheiras a apodrecer nos campos – repercute na Coluna Tão Acre (ORB); anexo de: O debate-ambiental eleitoral no Brasil (ac24horas).

Pela ética na política – Um Bom Fim para o Brasil (ac24horas) – o autor férreo defensor de Jorge Viana (PT) e do candidato do PT à sua sucessão na Prefeitura do Rio Branco; eleito Mauri Sérgio (PMDB); com o apoio do governador do Acre, Orleir Cameli (1995/1998), que apoiou Jorge Viana a sucedê-lo (1999/2002).

(…)Tião Bocalon secretário de Agricultura do governo. No campo, encontro da EMBRAPA, acerca de variedades de soja. Ele, entusiasta da cultivar no Acre…

O “novo” governo, total contra. Virou da floresta; até com totem, no Acre.

Márcio Bittar, do PPS, coligado à FPA, e aliado do “novo” governo do Acre.

A Amazônia, especialmente, o Acre e região, abençoados à criação e plantação, é impatriótico santuário ecológico – Bolivian Syndicate de seu tempo. (…)

(Ora se acrescenta: A Amazônia e o Acre, miseráveis e brutais latifúndios estatais “florestais” (4/5 de seus territórios) improdutivos; agigantados mais e mais, ano a ano; desguarnecidos; e, destarte, pilhados…).

É preciso desapego aos interesses pessoais em jogo, e que se avalie o caos social causado pelo marasmo econômico que impera na economia acreana movida pelo contra cheque; não o mercado, às vezes, erradamente prática demonizada.

Evolução à plantação e criação em atenção ao bem-comum da população.

Na Amazônia e, principalmente, no Acre riqueza que tem sido tão estigmatizada.

Não há melhor opção. É hora de ação. Votação. Eleição. Melhorar a situação, a vida da população.

No Acre, quase tudo que se consome vem de fora. Com a enchente do Madeira a estrada fechou, quase tudo faltou; e se pensou ir embora.

Metade da população é pobre, pois que no bolsa-família. O conforto, a Bíblia.

É preciso produzir muito mais no campo para gerar emprego/renda na cidade. E felicidade. O desmatamento no debate eleitoral no Brasil (ac24horas) (…).

Nesse tempo de eleição, no Acre, “verão” com chuva e sol.

À exceção do Norte, o Brasil presentemente é assolado por mais uma seca que causa enorme prejuízo à agropecuária nacional. Queira Deus que venha chuva…

Às vezes, falta o ano todo, e não só nesse tempo. Não só no Nordeste falta chuva…

Abundante no Acre e região. Aqui, o clima, definido e previsível. O tempo todo é abençoado à criação e plantação…

A que mais floresce, desgraçadamente, no Acre é a praga do laranjal do vianismo – “Rico” – no sentido figurado. É um cancro, não cítrico, mas humano…

Desumano, e, sobremodo ilegal e imoral, que impera na sociedade acreana.

A desunião da oposição, infelizmente, tem retardado o sofrimento do povo acreano, nessa década e meia de nocivo vianismo, pois que despossuído de dignidade: fundamento constitucional da República!

A panelinha de nefasto vianismo, ano após ano, aumenta de tamanho na política acreana. Não tem tamanho esse terrível malfeito à população acreana. Conspira contra o bem-comum da gente acreana.

Não foi possível dar um basta no 13 no Acre. Deu azar!

Faltou união no 45. Dividiu no 25. Por isso, no 2o turno teve eleitor que mudou de Tião…

A reeleição de Sebastião Viana (PT) teve o gosto amargo da derrota da democracia no Acre.

É preciso voto facultativo; eleitor minimamente consciente; e eleito capacitado!

O fiasco da democracia no Brasil.

Assim, não dá né!

 

Conteúdo Original / Fonte: Edição: Marina Pinheiro

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