Imagens mostram as péssimas condições da BR-364 durante o período de chuvas/Foto: Reprodução
irregularidades
O Tribunal de Contas da União (TCU) vem encontrando irregularidades nas obras da BR-364 desde 2006. Os relatórios do órgão destacam principalmente as problemas na qualidade do pavimento, referindo-se à degradação prematura da rodovia.
De acordo com informações do relatório do TCU, as obras apresentavam má qualidade do pavimento, com degradação prematura da capa, abertura de ‘panelas’ e trincas, distribuídas por toda a extensão da pista.

Imagens mostram as péssimas condições da BR-364 durante o período de chuvas/Foto: Reprodução
O relatório ainda destaca que os problemas tenham se desenvolvido em todos os trechos executados na rodovia. O Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) não havia tomado providências adequadas para apurar os reais motivos da degradação geral do pavimento.
À época o diretor do Deracre era o atual prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), que, segundo documento do TCU, teve de ser multado em R$ 3.000 referentes aos serviços irregulares de execução de sub-base do contrato 4.03.034 A (Lote6).
A auditoria realizada pelo TCU destaca que a equipe de fiscalização apontou o não atendimento da determinação do órgão. Todavia, o Acórdão 1034/2009-P concedeu ao Deracre mais 120 dias para que realizasse nova medição dos serviços de terraplenagem. O que não teria sido feito.
Durante a auditória também foram identificados prejuízos na ordem de R$ 38,7 milhões, que resultaram na responsabilização dos envolvidos e determinações para repactuação dos contratos (Acórdão 1608/2010-P).
Até o início dos trabalhos dessa auditoria, nenhuma das providências determinadas pelos Acórdãos 1034/2009-P e 1608/2010-P haviam sido cumpridas, nem tampouco foram tomadas providências.
A auditoria acabou por detectar problemas como o superfaturamento decorrente de quantitativo inadequado nos serviços de terraplenagem, com medição irregular de serviços da ordem de R$ 36 milhões.
Outros casos de superfaturamento analisados pelo TCU foram encontrados em pagamentos por serviços não executados, no montante de R$ 1,9 milhão, além de avanços desproporcionais das etapas de serviço, como execução de serviços com qualidade deficiente.
Segundo levantamento, até o momento foram gastos mais de R$ 2,5 bilhões na obra da BR-364 e vários trechos vêm apresentando problemas sérios de pavimentação. No último fim de semana um dos trechos da rodovia, próximo a Cruzeiro do Sul, teve comprometimento na pista impedindo a passagem de veículos por mais de 24 horas.
Sobre o seu nome aparecer no relatório do TCU quando era diretor do Deracre, o agora prefeito Marcus Alexandre não se pronunciou sobre o assunto.
A reportagem encaminhou e-mail e fez ligações à sua assessoria, mas até o momento nenhum posicionamento foi realizado.