O nível do Rio Acre tem gerado forte preocupação nas autoridades e na população da capital e do interior do estado. De acordo com os dados da Defesa Civil de Rio Branco, o nível do Acre está com 2,23 metros e, com isso, o manancial encontra-se a apenas um metro da pior cota já registrada na história, que foi de 1,23 metro.
O menor nível foi registrado em setembro de 2024. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, o Rio Acre pode registrar nível ainda menor que 1,23 metro em 2026.
LEIA TAMBÉM: Rio Acre despenca e acende alerta para crise hídrica histórica, diz Defesa Civil
Com a estiagem prevista até 2027, há o risco de que o volume do rio continue diminuindo, podendo alcançar ou até mesmo ultrapassar a pior marca histórica do período de seca.
“Hoje nós estamos exatamente cravados a 1 m da pior cota que o Rio Acre já registrou. Ele chegou a 1,23 m, então a diferença é de 1 metro, mas esse 1,23 metro, ele chegou em setembro, ou seja, daqui de julho até setembro, a gente pode diminuir esse metro e alcançar a marca de 2024”, explicou.
De acordo com o coronel, não é preciso atingir a cota de 2024 para a situação ser considerada ruim. “A gente tá com um nível acima de 2 metros, e lembrando que Rio Branco é a segunda maior cota de toda bacia. Então todos os outros locais estão abaixo desse nível e quando fica menor que 2 metros, fica em uma situação mais complicada”, disse.
Gabinete de crise
Diante da possibilidade de uma estiagem severa neste ano, o Governo do Acre instituiu o Gabinete de Crise Hídrica do Estado, responsável por coordenar as ações de enfrentamento aos impactos da seca.
Entre as atribuições do grupo estão o monitoramento da situação dos recursos hídricos, a articulação entre os órgãos públicos, a coordenação de medidas emergenciais e a elaboração de estratégias para reduzir os impactos causados pelos eventos climáticos extremos à população acreana.
O Gabinete de Crise Hídrica foi criado como instrumento de atuação do governo para responder de forma integrada às situações de escassez de água provocadas pelos fenômenos climáticos que afetam o estado.

