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Rota Quadrante Rondon exige 23 mil profissionais qualificados no Acre

Por Redação ContilNet 16/09/2026 16:29 Atualizado em 16/09/2026 16:35
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A consolidação da Rota Quadrante Rondon (Rota Sul-Americana 3) — corredor bioceânico que conecta o Acre aos portos do Pacífico no Peru e na Bolívia — trouxe à tona um desafio urgente que vai além do asfalto e das pontes: a necessidade de qualificação em massa da força de trabalho local. De acordo com o diagnóstico

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“Capital Humano e Educação”, produzido pela Secretaria de Estado de Planejamento (SEPLAN/AC) em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, baseado no PPA – Plano Plurianual o Acre precisará qualificar aproximadamente 23 mil profissionais até 2027 para suprir as demandas operacionais da rota.

Rota Quadrante Rondon exige qualificação de profissionais para evitar importação de mão de obra/Foto: Reprodução

O estudo, construído com base em dados do IBGE, RAIS, CAGED e entrevistas com mais de 20 órgãos institucionais, aponta que o grande problema do estado não é a falta de contingente, já que existem 653 mil pessoas em idade ativa no território. O verdadeiro gargalo está na baixa ativação (menos de 50% estão ocupados), na alta informalidade (46%) e na baixa qualificação formal, visto que apenas 17% dos trabalhadores acreanos possuem nível superior. Além disso, 55% da indústria local opera hoje com mão de obra sem qualificação formal.

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Segundo projeções do SENAI/AC integradas ao relatório, as maiores demandas estão concentradas nos setores de Logística e Transporte (5.204 vagas para técnicos, motoristas internacionais e almoxarifes) e Construção Civil (3.521 vagas voltadas para terraplanagem e obras civis).

O economista Dr. Rubicleis Gomes, responsável técnico pela coordenação de pesquisas ligadas à rota por meio da Fundape, alerta que o momento exige pressa. “A pesquisa mostra que existe potencial e viabilidade, mas nós também temos que fazer a lição de casa. Educação e qualificação são infraestruturas imateriais. Se a qualificação local não avançar no ritmo certo, corremos o risco de ter que ‘importar’ profissionais de outros estados para as operações da rota, fazendo com que os benefícios econômicos não fiquem no nosso território”, adverte.

União de forças e descentralização

O relatório destaca que o Acre não parte do zero, uma vez que o Plano Plurianual (PPA 2024-2027) já prevê cerca de 25 mil capacitações e o programa Profissionaliza Acre oferta mais de 15 mil vagas técnicas. O desafio central, contudo, é a especialização e a descentralização geográfica dessas oportunidades.

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