Pós-enchente: Secretaria de Saúde alerta para o perigo da leptospirose em Rio Branco

Por Suporte 14/03/2015 às 18:29

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Por meio da distribuição de folders, visitas domiciliares e orientações, a secretaria de Saúde de Rio Branco (SEMSA) intensificou o trabalho de prevenção contra a leptospirose, doença que pode ser contraída no contato com águas contaminadas pela urina do rato e é comum durante as enchentes e pós-enchentes. O secretário de Saúde, Oteniel Almeida diz quer o momento é de alerta, já que no ano passado, os meses de março e abril, período de enchente e vazão do Rio Acre, foram os que mais registraram casos da doença. “Queremos evitar que haja o aumento de casos com em 2014, por isso apostamos na prevenção e apelamos para que as pessoas evitem o contato com as águas da alagação”, esclarece Oteniel.

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As medidas de prevenção incluem o uso de luvas e botas em caso de contato com águas que podem estar contaminadas. “Caso a pessoa não tenha esses itens, poderá usar até sacolas plásticas nas mãos e pés”, esclarece Oteniel. “Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento”, acrescenta ele.

Casos notificados

A diretora da Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SEMSA, bióloga Socorro Martins, informa que em 2014 foram confirmados 810 casos da doença de janeiro a dezembro e os meses mais críticos foram os de março e abril. Em janeiro foram 165 casos confirmados, em fevereiro 235, março o número aumentou para 533 e em abril 450 pessoas tiveram a doença confirmada.
Este ano, em janeiro foram confirmados 31 casos da doença, dos 204 notificados. Em fevereiro, das 158 notificações, já houve 13 casos confirmados, outros 81 aguardam o resultado do exame, que é feito no Laboratório Central – LACEN, e 64 suspeitas foram descartadas. Em março, até agora foram feitas 57 notificações, mas ainda não há confirmações.

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Sintomas e cuidados

Socorro Martins diz que as pessoas que têm e tiveram contato com águas da enchente, devem ficar atentas aos sintomas da doença, que podem surgir até 15 dias depois da contaminação. Os mais frequentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue, como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas mais graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte. “Quem tem contato com a água de enchente e apresentar febre, dor de cabeça e no corpo, na panturrilha da perna, deve procurar a unidade de saúde mais próxima. É uma doença curável e o diagnóstico e tratamento precoces são o melhor a se fazer. O tratamento é feito com medicamentos e outros suportes e pode ser feito ambulatoriamente, mas há casos em que é necessária a internação”, recomenda Socorro.

Socorro lembra ainda que o hipoclorito de sódio a 2,5 (água sanitária) mata as leptospiras e deverá ser utilizado para desinfetar reservatórios de água (um litro de água sanitária a cada 100 litros de água), locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros).

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O secretário de Saúde Oteniel Almeida, lembra que os governos federal, estadual e a prefeitura de Rio Branco garantem para as famílias das áreas de risco, e as que são levadas de volta para casa, kits de limpeza que contam com itens como água sanitária, balde e luvas. “O poder público faz parte e as pessoas têm que tomar esses cuidados para evitar a leptospirose, que tem cura, mas é uma grave doença”, conclui.

Conteúdo Original / Fonte: Assessoria

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