A Diocese de Rio Branco divulgou, nesta segunda-feira (22), uma nota sobre dificuldades financeiras que atingem a casa de acolhida Souza Araújo, instituição que acolhe vítimas da hanseníase na capital acreana.
De acordo com a Diocese, os atrasos nos repasses financeiros estão comprometendo a manutenção das atividades. A instituição afirma que há cerca de três meses pagamentos previstos em convênio não são feitos regularmente.
Localizada no km 10 da BR-364, no sentido Rio Branco–Porto Velho, a Casa de Acolhida existe desde 1928 e atualmente abriga cerca de 30 pessoas em situação de vulnerabilidade. O espaço é mantido pelas Obras Sociais da Diocese de Rio Branco, em parceria com o Governo do Estado.
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Na mensagem assinada pelo bispo Dom Joaquín Pertíñez, a preocupação com a Casa de Acolhida é destacada ao lado da situação do Hospital Santa Juliana.
“A preocupação se estende também à Casa de Acolhida Souza Araújo, mantida pelas Obras Sociais da Diocese de Rio Branco, que presta assistência a pacientes em situação de vulnerabilidade social e de saúde. Existe instrumento formal vigente que prevê repasses financeiros para a manutenção dessa atividade. Contudo, os pagamentos encontram-se em atraso há aproximadamente três meses, comprometendo a capacidade de custeio e o pleno atendimento dos pacientes acolhidos”, ressalta a Diocese.
A Diocese também alerta que a falta de repasses compromete o funcionamento do Santa Juliana. Em outro ponto do documento, o bispo afirma que a situação coloca as instituições em um cenário crítico. Apesar das dificuldades, a entidade informa que os atendimentos seguem sendo realizados normalmente. Ainda assim, há preocupação com a continuidade dos serviços caso os pagamentos não sejam regularizados.
“O Hospital Santa Juliana é o único hospital do Acre a realizar, de forma regular, cirurgias cardíacas, procedimento essencial para salvar vidas e evitar que pacientes precisem buscar tratamento fora do Estado”, destaca a nota.
O Hospital Santa Juliana, que também integra a rede ligada à Diocese, realiza atendimentos de alta complexidade e depende em grande parte de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a própria instituição, cerca de 80% dos atendimentos são destinados a pacientes do sistema público.
Ao final da nota, a Diocese faz um apelo às autoridades para que regularizem os repasses e pede apoio da sociedade acreana para a manutenção dos serviços. O Governo do Estado informou que está apurando a situação e deve se pronunciar oficialmente a respeito do caso.


