A Diocese de Rio Branco divulgou nesta segunda-feira (22) uma mensagem pública alertando para as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Hospital Santa Juliana e pela Casa de Acolhida Souza Araújo, instituições mantidas pelas Obras Sociais da Igreja Católica e que prestam atendimento à população acreana por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a nota assinada pelo bispo Dom Joaquín Pertíñez, os problemas são consequência dos atrasos nos repasses financeiros do Governo do Estado pelos serviços já realizados e reconhecidos pelo poder público. A Diocese afirma que a dívida acumulada com o hospital ultrapassa R$ 20 milhões.
Segundo a Diocese, atualmente, cerca de 80% dos atendimentos realizados pelo Hospital Santa Juliana são destinados a pacientes do SUS. Na mensagem, o bispo diocesano ressalta que o hospital atravessa “um dos momentos mais delicados de sua história” e alerta que a continuidade dos atrasos pode comprometer serviços essenciais para a população.
“A relevância da instituição para a saúde pública do Estado é amplamente reconhecida. O Hospital Santa Juliana é o único hospital do Acre a realizar, de forma regular, cirurgias cardíacas, procedimento essencial para salvar vidas e evitar que pacientes precisem buscar tratamento fora do Estado. Também é o único hospital acreano responsável pela realização de cirurgias urológicas eletivas de alta complexidade”, diz trecho da nota.
A situação também afeta a Casa de Acolhida Souza Araújo, que oferece suporte a pacientes em situação de vulnerabilidade social e de saúde. De acordo com a Diocese, os recursos destinados à manutenção da instituição estão atrasados há cerca de três meses. Apesar das dificuldades, a Igreja informa que os serviços continuam funcionando normalmente.

A casa de acolhida existe há mais de 90 anos | Foto: Juan Diaz/ContilNet
“A preocupação se estende também à Casa de Acolhida Souza Araújo, mantida pelas Obras Sociais da Diocese de Rio Branco, que presta assistência a pacientes em situação de vulnerabilidade social e de saúde. Existe instrumento formal vigente que prevê repasses financeiros para a manutenção dessa atividade. Contudo, os pagamentos encontram-se em atraso há aproximadamente três meses, comprometendo a capacidade de custeio e o pleno atendimento dos pacientes acolhidos”, ressalta a Diocese.
Ao final do comunicado, a Diocese faz um apelo para que as autoridades adotem medidas urgentes para regularizar os pagamentos pendentes. O texto também convoca fiéis e a sociedade acreana a se unirem em solidariedade para garantir a continuidade dos atendimentos prestados pelas duas instituições.
Ao ContilNet, o Governo do Estado informou que está verificando a situação e deverá retornar a respeito do caso em breve.
Veja a nota da Diocese:



