Gilson Borges de Souza, conhecido como “Véi Gilson”, foi preso nesta sexta-feira (18), em Natal, no Rio Grande do Norte, após permanecer foragido por mais de quatro anos. Ele é apontado pelas autoridades como um dos fundadores da organização criminosa Bonde dos Treze e possui condenação que soma 66 anos de prisão.
A localização do foragido ocorreu a partir do compartilhamento de informações e do trabalho de inteligência realizado por forças de segurança de diferentes estados. Gilson estava sendo procurado desde 21 de julho de 2022.
Participaram da ação a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Acre (Draco/PCAC), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Acre (Gaeco/MPAC), a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Deicor/PCRN) e a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro (SSINTE/SEPOL/RJ).
Estava em lista nacional de procurados
“Véi Gilson” também figurava entre os procurados do Acre no Projeto Captura, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada à localização e prisão de pessoas consideradas foragidas da Justiça em diferentes partes do país.
O projeto é coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Diopi/Senasp) e busca facilitar a troca de informações entre órgãos de segurança dos estados.
Foi justamente essa integração que, segundo as autoridades, permitiu identificar o paradeiro de Gilson em Natal e efetuar a prisão.
Delegado destaca atuação conjunta
Titular da Draco no Acre, o delegado Gustavo Neves destacou que a captura demonstra o alcance da cooperação entre os órgãos envolvidos na investigação e localização de foragidos.
“A prisão de Gilson Borges de Souza, o ‘Véi Gilson’, condenado a 66 anos, apontado como fundador do Bonde dos Treze e foragido desde 2022, é a prova cabal de que a integração entre a DRACO da Polícia Civil do Acre, o GAECO e as forças de segurança de outros estados não dá trégua ao crime organizado, alcançando foragidos em qualquer lugar do país”, ressaltou.
A prisão encerra uma busca iniciada há mais de quatro anos e integra as ações realizadas pelas forças de segurança para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto que deixaram seus estados de origem. O intercâmbio de dados de inteligência entre as instituições envolvidas foi apontado como peça importante para chegar ao paradeiro do condenado.
