21/08/2026

Análise: Apetite dos EUA por ações na América Latina traria tensões

Por CNN Brasil

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O Ministério da Defesa do Equador confirmou que os Estados Unidos estão realizando operações militares de combate a cartéis e ao narcotráfico no país. As ações fazem parte da aliança “Escudo das Américas”, uma coligação liderada pelos EUA e composta por cerca de vinte países da América Latina e do Caribe. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema ao CNN Prime Time.

De acordo com Lourival, dos 19 países que integram a aliança — incluindo os Estados Unidos —, apenas Guatemala e Bahamas são governados por líderes de centro-esquerda. Os demais são governados por representantes de direita ou de centro-direita.

Uso das Forças Armadas no combate ao narcotráfico levanta preocupações

Sant’Anna aponta dois principais pontos de atenção nas operações. O primeiro diz respeito ao que ele chama de inadequação das forças armadas para o combate ao narcotráfico.

“Quando houve o plano Colômbia, ali o combate era à guerrilha. Então, fazia bastante sentido porque era um combate militar”, afirmou o analista, destacando que a situação equatoriana é diferente, pois envolve grupos de crime comum sem respaldo de guerrilhas ou forças paramilitares.

Apesar de reconhecer a gravidade da situação no Equador — onde houve assassinatos de candidatos à presidência e enorme infiltração do crime organizado —, Sant’Anna defende que agências especializadas seriam mais adequadas para o tipo de combate necessário.

“A polícia americana, o FBI, unidades de inteligência, a DEA, que é especializada nesse tipo de combate, dariam uma contribuição muito mais apropriada”, disse.

O analista também alertou que o envolvimento das forças armadas já resultou em mortes de pescadores colombianos e venezuelanos em decorrência de ataques da Força Aérea americana.

Tensões regionais e desafios à soberania

O segundo ponto de atenção levantado por Sant’Anna é o risco de tensões regionais. Segundo ele, à medida que essa política se torna mais relevante politicamente, países como o Brasil — que não concordam com o envolvimento militar dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico — podem se ver pressionados.

“Haveria um apetite dos Estados Unidos para impor a sua presença, realizar operações sem autorização desses países”, avaliou o analista.

Para Sant’Anna, essa postura “traria enormes tensões para a região e um desafio à própria soberania dos países da região”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites.

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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